Operação Nêmesis: PF cumpre 24 mandados e apreende celulares na casa do governador afastado Wanderlei Barbosa

PF busca reunir provas sobre possível obstrução de justiça, ocultação de provas e uso de estrutura estatal em tentativas de obstrução das apurações

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Na manhã desta quarta-feira, 12 de novembro de 2025, a Polícia Federal deu cumprimento a 24 mandados de busca e apreensão em Palmas e Santa Tereza do Tocantins, no âmbito da Operação Nêmesis, um desdobramento da Operação Fames‑19, que investiga desvio de recursos públicos durante a pandemia.

Entre os alvos figura o governador afastado Wanderlei Barbosa (Republicanos), cuja residência foi visitada por agentes federais que apreenderam celulares e outros materiais que serão encaminhados à perícia.

A PF informou que a finalidade da Nêmesis é reunir provas sobre possíveis ações destinadas a ocultar ou destruir documentos e comunicações ligados às apurações da Fames-19.

A assessoria do governador afastado ainda não se manifestou sobre a operação. Equipes da PF também cumpriram mandados em outros endereços ligados aos investigados e deve periciar celulares e documentos para rastrear indícios de envolvimento de novos nomes.

Wanderlei Barbosa foi afastado do cargo de Governador na segunda fase da operação Fames-19. Foto:Antônio Gonçalves/Secom

O que se apura

A Operação Fames-19 apura a contratação, entre 2020 e 2021, de mais de 1,6 milhão de cestas básicas durante a pandemia no Tocantins, cujos pagamentos somariam cerca de R$ 97 milhões, com prejuízo estimado de mais de R$ 73 milhões aos cofres públicos.


Na segunda fase da investigação , que resultou no afastamento cautelar de Wanderlei Barbosa por seis meses, foram identificados indícios de favorecimento de empresas previamente selecionadas e entrega parcial ou inexistente das cestas.

O foco da Nêmesis

Com base em ordem judicial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a PF agora concentra esforços em reunir provas sobre possível obstrução de justiça, ocultação de provas e uso de estrutura estatal para tentativa de desvirtuar o curso da investigação.

Em nota, a PF informa que foram identificados indícios de que servidores ou agentes públicos, usando veículos oficiais, transportaram e retiraram documentos, aparelhos ou mídias que podem ter relação com os contratos e processos investigados — procedimento que, segundo os investigadores, “causou embaraço às investigações da organização criminosa”.

A reportagem da Folha do Girassol seguirá apurando desdobramentos, da operação. Não há, até o momento, confirmação pública de prisões ou de novas medidas cautelares contra os alvos desta fase.

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