Está em julgamento durante todo o dia desta quarta-feira (10) o destino do Palácio Araguaia. A 2ª Turma do STF analisa se confirma ou revoga a liminar que permitiu o retorno de Wanderlei Barbosa (Republicanos) ao comando do Tocantins. Hoje, todas as atenções se voltam à Brasília, onde a sessão virtual extraordinária está acontecendo. A expectativa é alta: a decisão pode reconfigurar alianças políticas, consolidar (ou desestabilizar) o governo estadual e antecipar o tabuleiro eleitoral de 2026.
O julgamento tem como objeto a liminar concedida em 5 de dezembro pelo ministro Kassio Nunes Marques, que suspendeu o afastamento imposto pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), no âmbito da investigação da Operação Fames‑19 — que apura supostos desvios em contratos de cestas básicas durante a pandemia.
Com a liminar, Wanderlei reassumiu o cargo de governador e determinou a exoneração do primeiro escalão nomeado durante seu afastamento, comandado pelo vice-governador, Laurez Moreira (PSD).
Na tarde de terça-feira (9), a defesa de Wanderlei protocolou sustentação oral no sistema do STF — às 18h21 — dentro do prazo legal. A peça reforça os argumentos que fundamentaram o pedido de liminar, defendendo que os indícios investigados não justificam um afastamento cautelar em função da suposta desproporção e do tempo decorrido entre os fatos e a medida. A crença na vitória permeia a política tocantinense. Tanto o grupo de Wanderlei, como os que apoiam Laurez estão na torcida por uma decisão favorável aos seus intesses.
Quem decide?
Até o final do dia, a 2ª Turma avaliará se mantém ou revoga a liminar de Nunes Marques. Se for confirmada, Wanderlei continuará no cargo enquanto tramita o processo — o que garante estabilidade institucional e administrativa ao Estado. Se for revogada, ele será afastado novamente, obrigando uma nova reviravolta no comando do governo.
A 2ª Turma do STF é formada por cinco ministros: Nunes Marques, relator que concedeu a liminar e outros quatro ministros: Gilmar Mendes (presidente), Dias Toffoli, Luiz Fuz e André Mendonça. Os quatro ministros irão decidir se mantém ou não a decisão do ministro relator.
Afastamento
O afastamento de Wanderlei Barbosa havia sido decretado em 3 de setembro de 2025 pelo STJ. A medida incluiu também a primeira-dama, Karynne Sotero, e suspendeu o mandato do governador.
Durante o período de afastamento, Laurez Moreira que assumiu o governo promoveu uma ampla troca no secretariado e anunciou medidas de contenção de gastos, alegando regularização da máquina administrativa.
Acompanhe a Folha do Girassol para saber como será a votação que irá definir quem poderá exercer o poder de fato no Tocantins nos próximos meses.







