Tocantins registra redução de crimes violentos e aumento nas apreensões de drogas em 2025

Dados oficiais indicam queda nos latrocínios e homicídios, além de maior volume de entorpecentes retirados de circulação; especialistas apontam que indicadores exigem análise contínua

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O Tocantins encerrou o ano de 2025 com redução em indicadores de crimes violentos e aumento nas apreensões de drogas, segundo dados consolidados pelas forças de segurança do Estado. As informações fazem parte do balanço anual divulgado pela Secretaria de Segurança Pública, com base em registros da Polícia Militar.

De acordo com os números oficiais, os Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) apresentaram retração em relação ao ano anterior. Os homicídios dolosos passaram de 159 registros em 2024 para 126 em 2025, o que representa uma redução de 20,8%.

No mesmo período, os latrocínios (roubo seguido de morte) tiveram queda mais acentuada. O Estado registrou um caso em 2025, frente a quatro ocorrências no ano anterior, variação de 75%.

Distribuição territorial e operações policiais

O balanço indica que as ações de policiamento foram mantidas nos 139 municípios tocantinenses, com operações em áreas urbanas, rurais e regiões de divisa interestadual. Entre as iniciativas citadas estão ações de fiscalização em rotas utilizadas para deslocamento de criminosos e reforço do patrulhamento em áreas com registros recorrentes de ocorrências.

Em regiões rurais, o foco foi a prevenção de furtos de gado e equipamentos agrícolas, com apoio de ferramentas de monitoramento geográfico. Já em áreas ambientais protegidas, operações específicas tiveram como objetivo coibir crimes ambientais, como pesca e caça ilegais, com apreensão de materiais e aplicação das sanções previstas em lei.

Apreensão de drogas cresce quase 70%

No enfrentamento ao tráfico de drogas, os dados apontam um aumento expressivo nas apreensões. Em 2025, foram recolhidos 1.455 quilos de entorpecentes, contra 858 quilos em 2024 — crescimento de 69,5%.

Especialistas em segurança pública observam que o aumento nas apreensões não deve ser analisado isoladamente. Ele pode indicar tanto maior eficiência operacional quanto maior circulação de drogas, sendo necessário acompanhar a evolução dos dados nos próximos anos para avaliar impactos consistentes sobre a criminalidade.

Crimes patrimoniais também apresentam retração

Os registros oficiais apontam redução em crimes que afetam diretamente o cotidiano da população. Os roubos a residências caíram 21,9%, os furtos de veículos reduziram 26,6% e os roubos a estabelecimentos comerciais recuaram 19,6%. O roubo de celulares teve queda de 17,1%.

Analistas ressaltam que esses indicadores podem sofrer influência de múltiplos fatores, como variações econômicas, mudanças no comportamento da população e estratégias de registro das ocorrências, o que reforça a importância de análises comparativas de médio e longo prazo.

Investimentos, efetivo e capacitação

Em 2025, o Estado destinou R$ 3,9 milhões à aquisição de equipamentos operacionais, incluindo viaturas, embarcações e materiais utilizados em ações especializadas. Paralelamente, segue em andamento o concurso público da Polícia Militar, com 660 vagas previstas e mais de 34 mil inscritos.

No campo da formação profissional, cerca de 1.600 policiais participaram de cursos de capacitação ao longo do ano, segundo dados institucionais. No mesmo período, os registros de letalidade policial passaram de 34 casos em 2024 para 15 em 2025, redução de 55,9%.

Especialistas destacam que a queda nesse indicador é relevante, mas exige monitoramento contínuo, especialmente em contextos de aumento da atividade operacional.

Indicadores exigem acompanhamento permanente

O balanço de 2025 indica avanços em alguns indicadores de segurança pública, mas pesquisadores da área alertam que resultados anuais não são conclusivos por si só. A consolidação de tendências depende da manutenção de políticas públicas, transparência nos dados, controle externo e integração com ações sociais e preventivas.

A leitura técnica dos números reforça a necessidade de acompanhamento permanente para avaliar se as reduções observadas representam mudanças estruturais ou oscilações conjunturais.

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