A participação do governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), na eleição da nova presidência do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal reafirma o movimento de fortalecimento da articulação política e institucional entre os estados da região. A escolha do governador do Maranhão, Carlos Brandão, por unanimidade, durante a 1ª Reunião Extraordinária da Assembleia Geral dos Governadores da Amazônia Legal, realizada nesta quinta-feira, 29, de forma virtual, sinaliza continuidade e estabilidade na condução das pautas estratégicas do bloco.
O encontro reuniu os governadores dos nove estados que integram o Consórcio e foi marcado não apenas pela transição de comando, mas também pelo avanço de debates considerados estruturantes para o desenvolvimento regional. Entre eles, ganhou destaque o projeto da ponte entre os municípios de Filadélfia, no Tocantins, e Carolina, no Maranhão, obra apontada como fundamental para ampliar a mobilidade, fortalecer a integração econômica e reduzir gargalos logísticos entre os dois estados.
Ao se manifestar durante a reunião, Wanderlei Barbosa ressaltou o papel do Consórcio como instrumento de integração federativa e de alinhamento de interesses comuns. Para o governador tocantinense, o diálogo permanente entre os estados é essencial para transformar projetos estruturantes em políticas públicas concretas. “Debatemos o projeto da ponte entre Filadélfia e Carolina, uma obra estratégica para fortalecer a integração com o Maranhão e com outros estados da região”, afirmou, ao parabenizar Carlos Brandão pela eleição.

Integração regional
A discussão em torno da ponte Filadélfia–Carolina se insere em um contexto mais amplo de busca por soluções conjuntas para o desenvolvimento regional. A obra é vista como um elo importante para o escoamento da produção, a dinamização do comércio, a redução de custos logísticos e o fortalecimento das cadeias produtivas locais, além de contribuir para a integração social entre comunidades fronteiriças.
Nesse cenário, o Consórcio da Amazônia Legal vem se consolidando como um espaço político capaz de articular interesses comuns, especialmente em temas como infraestrutura, meio ambiente, desenvolvimento econômico e financiamento de projetos sustentáveis. Durante a reunião, os governadores também deliberaram sobre a Estratégia Regional Amazônia 2050, além de ratificações de parcerias institucionais e decisões administrativas, como o orçamento do consórcio para 2026, o Contrato de Rateio e a análise de créditos adicionais referentes ao exercício de 2025.
Ao encerrar sua gestão à frente do Consórcio, o governador do Pará, Helder Barbalho, destacou a importância da continuidade das agendas pactuadas. Segundo ele, o bloco avançou na consolidação de pautas setoriais e no fortalecimento da representatividade interestadual da região amazônica no cenário nacional. A escolha de Carlos Brandão, com experiência no Legislativo e no Executivo, foi apontada como um fator de segurança para a manutenção desse ritmo.
Nova presidência

Em seu discurso de posse, o novo presidente do Consórcio, Carlos Brandão, afirmou que assume a função com o compromisso de dar continuidade ao trabalho desenvolvido, reforçando a cooperação entre os estados e a busca por soluções conjuntas para os desafios regionais. A expectativa é de que a nova gestão mantenha o foco na atração de investimentos, na preservação ambiental e na implementação de políticas integradas que conciliem crescimento econômico e sustentabilidade.
A presença de secretários das áreas estratégicas do Governo do Tocantins (Casa Civil, Fazenda, Administração e Planejamento) na reunião reforça o caráter técnico e institucional da participação do Estado no Consórcio. O movimento sinaliza que o Tocantins busca não apenas acompanhar as decisões do bloco, mas influenciar diretamente a construção de agendas regionais, especialmente aquelas com impacto direto sobre sua infraestrutura, economia e desenvolvimento social.
Ao integrar de forma ativa o Consórcio da Amazônia Legal, o Tocantins reafirma seu compromisso com a cooperação federativa, a construção de soluções regionais e o fortalecimento de projetos estruturantes que ultrapassam fronteiras estaduais e contribuem para o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal como um todo. (Com informações da Secom Tocantins)







