A Prefeitura de Palmas instaurou sindicância investigativa para apurar a conduta de três agentes da Guarda Metropolitana de Palmas (GMP) que estavam de plantão no dia 15 de fevereiro de 2026, data em que teria ocorrido um suposto caso de violência sexual nas imediações da Base da Graciosa, na Praia da Graciosa.
Os fatos ganharam repercussão após a divulgação de vídeos nas redes sociais que mostram um homem abordando e abusando de uma mulher em situação de vulnerabilidade física e psicológica em frente à base da Guarda Metropolitana de Palmas, durante o feriado de Carnaval. As imagens mostram que ao se deitar na grama, um homem se aproximou e se deitou atrás da mulher, que tenta se afastar do suspeito.
A apuração foi determinada pela Corregedoria da GMP por meio da Portaria nº 005/2026 e tem como objetivo investigar possível omissão dos servidores diante da ocorrência, conduta que, em tese, fere o decoro funcional e os deveres éticos de proteção à população previstos na legislação municipal.
Guardas afastados
Como medida administrativa imediata, os três guardas foram afastados de suas funções até a conclusão dos trabalhos. Segundo a Prefeitura, a providência visa garantir a lisura da apuração e preservar o interesse público, além da integridade da instituição.
Em nota, a Prefeitura de Palmas reforçou que não compactua com qualquer tipo de negligência em ocorrências de violência, especialmente crimes de natureza sexual, e destacou que a atuação da Corregedoria demonstra o compromisso do município com a transparência, a responsabilização de condutas irregulares e a proteção da população que frequenta a área da Graciosa.
Suspeito se apresenta à polícia
O homem investigado por suposto estupro na Praia da Graciosa se apresentou voluntariamente à Polícia Civil do Tocantins na noite da segunda-feira seguinte ao ocorrido, sendo ouvido na Delegacia de Palmas pela delegada plantonista. Após prestar depoimento, ele foi liberado para responder ao inquérito em liberdade, conforme informações divulgadas pelas autoridades, que também confirmaram que o caso segue sendo investigado como estupro de vulnerável pela corporação, enquanto as apurações internas e criminais prosseguem para esclarecer os fatos, inclusive a participação ou omissão de terceiros que possam ter registrado ou compartilhado imagens do suposto crime.
Veja a nota à imprensa da Prefeitura de Palmas:
A Prefeitura de Palmas, por meio da Guarda Metropolita de Palmas (GMP), informa que a Corregedoria instaurou, por meio da Portaria nº 005/2026, sindicância investigativa para apurar a conduta de três guardas que estavam de plantão no dia 15 de fevereiro de 2026. A medida visa investigar suposta omissão dos agentes diante de um crime de violência sexual, ocorrido nas adjacências da Base da Graciosa, comportamento que fere o decoro e os deveres éticos de proteção à população previstos na legislação municipal.
Os servidores foram afastados de suas funções até que a apuração seja concluída e as responsabilidades devidamente esclarecidas. A comissão designada pela Corregedoria conduzirá os trabalhos para preservar o interesse público e a integridade da instituição.







