O instituto Paraná Pesquisas informou à Justiça Eleitoral que os números divulgados recentemente nas redes sociais sobre o cenário eleitoral do Tocantins não correspondem aos dados levantados pela empresa. A manifestação foi apresentada no processo que apura a divulgação de informações atribuídas a uma pesquisa eleitoral que teve a divulgação suspensa pelo Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO).
No documento encaminhado à Corte, o instituto afirma que os dados compartilhados por perfis nas redes sociais não refletem os resultados da pesquisa registrada e nega qualquer vazamento interno.
Segundo a empresa, os números divulgados teriam sido associados indevidamente à sua marca. Na manifestação, o Paraná Pesquisas sustenta que os dados reais são diferentes daqueles que circularam na internet e classifica a divulgação como uma manipulação de sua imagem para propagação de informações falsas.
Investigação
O caso é alvo de investigação na Justiça Eleitoral. Em decisão anterior, o TRE-TO determinou a quebra de sigilo de perfis apontados como responsáveis pela divulgação dos números e autorizou medidas para identificação dos administradores das contas.
A decisão alcançou os perfis @fiscaisdopovodno, @brasildagenteofc e @miracemaurgente, no Instagram, além do perfil @TomBelarmino, na rede social X.
Após a identificação dos responsáveis, o caso poderá ser analisado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que avaliará eventuais medidas cabíveis.

Diferenças na divulgação
Para sustentar sua argumentação, o Paraná Pesquisas afirmou que as peças divulgadas nas redes sociais apresentam características diferentes do padrão utilizado pelo instituto em seus levantamentos oficiais.
Entre os pontos citados estão a utilização da bandeira do Tocantins nas artes divulgadas e a apresentação de números arredondados. Segundo a empresa, seus levantamentos costumam apresentar percentuais com uma casa decimal, sem arredondamentos.
Pedido à Justiça
Na manifestação, o instituto também afirmou que os resultados da pesquisa permanecem sob sigilo e que o acesso aos dados é restrito aos profissionais responsáveis pelo levantamento.
Diante disso, a empresa pediu o arquivamento da representação apresentada contra o instituto e defendeu que eventuais responsabilizações recaiam sobre os autores da divulgação dos números considerados falsos.







