O senador Irajá (PSD), pré-candidato à reeleição, afirmou nesta quinta-feira (9), em entrevista à Rádio Nova FM, de Gurupi, que a decisão sobre uma candidatura própria do PT ao Senado cabe exclusivamente ao partido. Segundo ele, a legenda tem autonomia para manter o ex-deputado Paulo Mourão como pré-candidato ou optar por outro caminho durante as convenções de 2026.
A declaração ocorre um dia após o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmar, em entrevista exclusiva à Folha do Girassol, que Irajá solicitou sua interlocução junto à direção nacional do PT para discutir a possibilidade de o partido integrar a chapa do PSD com uma vaga de suplência ao Senado. Na ocasião, Kassab explicou que a decisão pertence ao PT e afirmou que, na avaliação de Irajá, uma eleição sem candidato petista ao Senado poderia favorecer seu projeto de reeleição.
Na entrevista à rádio, Irajá voltou a defender que a participação do PT na aliança não impede a legenda de manter candidatura própria. “Eu sempre disse, com todas as letras, que esse projeto deveria ter a presença do PT também nessa chapa, em uma das suplências. Mas isso não traz nenhum demérito a uma candidatura própria do PT, a uma segunda candidatura ou a uma terceira candidatura que fosse.”
O senador também afirmou que não interfere nas decisões internas do partido. “Eu não tenho nenhum tipo de gerência nas decisões que o Partido dos Trabalhadores terá nas suas convenções. Não interfiro. Longe de mim querer ter autonomia sobre as decisões que o PT toma”, destacou.
Ao contrário do que declarou o senador em coletiva de imprensa na terça-feira (7), na entrevista exclusiva à Folha do Girassol, Kassab também afirmou que não participou das definições sobre os nomes anunciados por Irajá para a disputa ao Senado no Tocantins e defendeu que a composição da chapa majoritária seja construída por consenso entre o senador e o vice-governador Laurez Moreira, presidente estadual do partido no Tocantins, que sequer foi comunicado da coletiva.

Durante a entrevista, Irajá voltou a defender a pré-candidatura da líder comunitária Ivanete Lima ao Senado pelo PSD. Segundo ele, a presença de uma mulher negra, evangélica e de origem periférica amplia a representatividade do partido. “A presença da Ivanete Lima, que é uma líder inconteste na capital, como pré-candidata, agrega muito a um projeto de um partido como o PSD.”
O senador também respondeu às críticas envolvendo a participação de Ivanete Lima e do ex-governador Mauro Carlesse no projeto político. “Quem não quer uma mulher periférica, negra e evangélica na disputa, e também não quer um ex-governador participando do processo, precisa dizer por quê.”
Sobre Carlesse, Irajá afirmou que o ex-governador decidiu integrar o projeto do PSD ao aceitar disputar uma suplência de sua candidatura ao Senado.
Pré-campanha
Irajá disse que seguirá percorrendo os municípios tocantinenses durante a pré-campanha e afirmou estar otimista com a receptividade ao projeto político do PSD. “Nós temos percorrido todo o Tocantins. Hoje estive em Pedro Afonso, amanhã estarei em Pequizeiro e, no sábado, provavelmente em Goianorte. A aceitação e a adesão, graças a Deus, têm crescido muito”, reforçou.







