O PSD Tocantins negou, nesta segunda-feira (3), que tenha discutido a substituição do senador Irajá Abreu (PSD) como candidato ao Senado e afirmou que a composição da chapa majoritária foi definida por consenso entre os partidos da aliança formada por PSD e PT. A manifestação foi divulgada após o parlamentar encaminhar um ofício à direção estadual e nacional da legenda informando que não autoriza a indicação de seu nome nem o uso de sua imagem na convenção estadual marcada para esta terça-feira (4), em Palmas.
Na nota, o partido afirma que Irajá sempre integrou o grupo de pré-candidatos ao Senado e que, após a saída do ex-governador Mauro Carlesse (PSD) da disputa, a segunda vaga da chapa passou a ser ocupada por Paulo Mourão (PT), conforme entendimento firmado entre as duas siglas.
O PSD também refuta a possibilidade de substituição do senador. “Não houve discussão por parte do diretório nacional nem do estadual sobre a inclusão de qualquer outro nome para representar o partido na disputa ao Senado”, diz um trecho da nota.
Resposta
O posicionamento é uma resposta ao documento enviado por Irajá ao presidente estadual do PSD, vice-governador Laurez Moreira, e ao presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab. No ofício, o senador retira a autorização para utilização de seu nome e de sua imagem na convenção estadual e critica a condução do partido no Tocantins.
Entre os argumentos apresentados, Irajá afirma que faltou diálogo na definição das chapas majoritária e proporcional, questiona as alianças firmadas para as eleições de 2026 e aponta que a pré-candidatura da líder comunitária Ivanete Lima ao Senado teria sido inviabilizada sem debate interno. Apesar das críticas, o senador não comunica desistência da disputa eleitoral. No documento, ele afirma que permanece à disposição para concorrer em 2026 caso a Executiva Nacional reveja a condução do partido no Estado.
Na resposta, o PSD sustenta que todas as decisões foram tomadas “por meio do diálogo e do entendimento amplo e democrático entre os partidos” e afirma que “não é correto transferir para outros a responsabilidade por um processo que foi construído de forma coletiva e harmônica”. Ao final da nota, a legenda diz que permanece aberta ao diálogo e que seguirá trabalhando pela unidade da aliança.
Irajá desistiu da reeleição?
A Folha do Girassol procurou a assessoria de imprensa do senador Irajá para esclarecer se o ofício encaminhado à direção estadual e nacional do PSD representa uma desistência da disputa pela reeleição ao Senado ou se o documento tem outro objetivo político. Em resposta, a assessoria informou que não conseguiu contato com o parlamentar. “Não conseguimos falar com ele. Essa resposta é com ele”, afirmou.
Leia a nota na íntegra:
Nota da Assessoria de Imprensa do PSD Tocantins
A Assessoria de Imprensa do PSD Tocantins lamenta, mas respeita a decisão do senador Irajá de desistir da construção de sua candidatura ao Senado.
Desde o início das conversas para formar a coligação, Irajá sempre foi um dos nomes do grupo para disputar uma vaga ao Senado, e este posicionamento segue mantido. Com a saída de Mauro Carlesse da disputa, a outra vaga passou a ser ocupada por Paulo Mourão, dentro do entendimento firmado entre os partidos da aliança.
O PSD também esclarece que não houve discussão por parte do diretório nacional e nem do estadual, a inclusão de qualquer outro nome para representar o partido na disputa ao Senado.
As decisões do PSD são tomadas por meio do diálogo e do entendimento amplo e democrático entre os partidos. Por isso, não é correto transferir para outros a responsabilidade por um processo que foi construído de forma coletiva e harmônica.
O PSD Tocantins segue com as portas abertas ao diálogo, respeitando os acordos firmados e trabalhando pela união do grupo em torno do projeto que considera o melhor para o Tocantins.







