O senador Irajá Abreu (PSD) anunciou nesta quinta-feira (6) que está fora da disputa pela reeleição ao Senado. A decisão foi comunicada por meio de uma carta aberta à população, na qual o parlamentar afirma que optou por retirar sua pré-candidatura após seu nome e o da líder evangélica Ivanete Lima não constarem na ata da convenção estadual do PSD homologada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO).
No documento, Irajá afirma que a decisão foi tomada após um período de reflexão e diálogo e diz que considera o episódio incompatível com os princípios que nortearam sua trajetória política.
“Essa não é uma decisão fácil”, escreveu o senador. Segundo ele, a retirada da disputa ocorreu depois que os dois pré-candidatos ao Senado foram “preteridos” na ata da convenção presidida pelo presidente estadual do PSD, Laurez Moreira.
Ao longo da carta, Irajá relembra sua ligação com o PSD e destaca que é filiado e um dos fundadores da legenda desde sua criação, em 2011. Também faz um balanço da carreira política, citando os dois mandatos como deputado federal e o atual mandato no Senado.
O senador afirma que sempre buscou colocar o interesse público e os compromissos assumidos com a população acima de interesses políticos e que, diante das circunstâncias, decidiu encerrar sua participação no processo eleitoral. “Diante dessa realidade, entendo que é hora de respeitar as circunstâncias e tomar uma decisão coerente com os meus princípios”, escreveu.
Na mensagem, Irajá também faz um balanço de sua atuação parlamentar. Ele afirma que deixa “um legado de obras e projetos em todos os 139 municípios tocantinenses” e agradece às pessoas que apoiaram sua trajetória política e manifestaram apoio à sua pré-candidatura.
Apesar da desistência da disputa eleitoral, o senador afirma que continuará atuando em defesa do Tocantins. “Continuarei acreditando no Tocantins, trabalhando pelo nosso Estado e defendendo aquilo que considero justo e necessário para a nossa gente”, declarou.
Ao encerrar a carta, Irajá afirma que a decisão não representa um afastamento da vida pública, mas uma escolha pessoal diante do cenário político. “A política passa. Os mandatos passam. Os partidos e as circunstâncias mudam. Mas os princípios, valores e o respeito às pessoas devem permanecer”, escreveu. Em seguida, conclui: “Minha decisão não representa uma desistência dos meus ideais. É apenas a escolha de quem prefere preservar suas convicções.”
leia a carta de Irajá na íntegra:








