O candidato ao Governo do Tocantins Vicentinho Júnior (PSDB) usou uma live nesta segunda-feira (21), para contestar publicações recentes sobre sua campanha e classificá-las como parte do que chamou de uma “indústria da fake news” na reta final do primeiro turno.
Durante a transmissão, Vicentinho apresentou documentos e rebateu três conteúdos publicados pelo Jornal Opção Tocantins. O candidato afirmou que informações falsas ou apresentadas fora de contexto podem influenciar a percepção dos eleitores e defendeu que a campanha seja concentrada na discussão de propostas.
Recursos para outros estados
Um dos pontos contestados foi a publicação sobre um ofício de 2020 relacionado à solicitação de R$ 20 milhões para municípios da Bahia e do Ceará.
O documento, de fato, foi assinado por Vicentinho em 4 de junho de 2020 e encaminhado ao então Ministério da Agricultura. Ele previa R$ 5 milhões para Jussara (BA), R$ 5 milhões para São Gabriel (BA) e R$ 10 milhões para Parambu (CE). À época, Vicentinho era vice-líder do Bloco de Centro na Câmara.

Na live, porém, o candidato afirmou que os recursos não eram de sua autoria e que o ofício foi encaminhado no exercício da função de liderança. Segundo ele, tratava-se de indicações feitas por parlamentares de outros estados.
Essa é a explicação apresentada por Vicentinho para o documento. O Jornal Opção também registra que o candidato atribui o encaminhamento à função que exercia na Câmara.
Suposta derrota
Vicentinho também contestou uma publicação que afirma que setores de sua campanha já trabalhariam com a possibilidade de derrota e teriam direcionado maior atenção às candidaturas proporcionais.
A reportagem atribui as informações a integrantes da campanha e menciona pesquisas de consumo interno. Na live, o candidato afirmou que o apoio às candidaturas a deputado estadual e federal faz parte da estratégia desde a formação das chapas e negou que isso represente abandono da disputa majoritária.
A publicação também cita dificuldades financeiras e relatos de aliados sobre o cenário eleitoral. Essas informações foram atribuídas pelo veículo a interlocutores e pesquisas internas que não foram apresentadas publicamente.
Projeção de 49,8%
Outro ponto questionado por Vicentinho foi a divulgação de uma projeção de 49,8% dos votos válidos atribuída a candidata Professora Dorinha Seabra (União Brasil).
O percentual não corresponde a uma pesquisa eleitoral específica. Trata-se de uma projeção do Plano Político, modelo que reúne pesquisas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e outras variáveis para estimar cenários eleitorais. Na atualização divulgada em 20 de setembro, a plataforma estimava Dorinha em 49,8% dos votos válidos, Vicentinho em 33,1% e Laurez Moreira (PSD) em 13,2%.
O próprio Plano Político informa que não realiza pesquisas próprias, mas utiliza levantamentos registrados e combina os dados com informações sobre a estrutura política das candidaturas.
Debate de propostas
Ao final da transmissão, Vicentinho afirmou que pretende manter o foco em temas como saúde, segurança, educação e desenvolvimento e criticou o uso de ataques pessoais durante a campanha.
“Uma mentira muitas vezes contada, se você não enfrenta, pode começar a gerar dúvidas naqueles que não têm conhecimento do que de fato está acontecendo”, afirmou.
O candidato também defendeu uma mudança de tom na reta final da disputa. “Está na hora de fazermos um pacto pelo Tocantins. As pessoas não querem saber de agressão gratuita, de ofensas ou da destruição de biografias. Querem saber quais são as propostas para consertar o Tocantins e colocar o nosso Estado no lugar”, declarou.








