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Análise de Felipe Nunes coloca Tocantins entre estados com possibilidade de definição no 1º turno

Estudo publicado pelo g1 considera pesquisas divulgadas até 25 de setembro e aponta Professora Dorinha como favorita no cenário tocantinense

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O Tocantins está entre os 11 estados brasileiros que, segundo análise do cientista político Felipe Nunes, CEO e diretor da Quaest, apresentam atualmente um candidato com vantagem suficiente para que a eleição ao governo possa ser definida no primeiro turno. O estudo foi publicado pelo g1 neste sábado (26) e considera as pesquisas eleitorais divulgadas até 25 de setembro.

No cenário tocantinense, o nome apontado na análise é o da senadora e candidata ao Governo do Estado, Professora Dorinha (União Brasil). O levantamento nacional compara as 27 disputas pelos governos estaduais e identifica os locais em que os resultados das pesquisas indicam maior possibilidade de definição já na votação de 4 de outubro.

Além do Tocantins, aparecem na relação Amapá, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Piauí, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. Segundo a análise, outros estados também apresentam cenários em que a disputa pode terminar no primeiro turno, embora com diferenças menores entre os candidatos.

Pesquisas no Tocantins

A avaliação de Felipe Nunes ocorre após uma sequência de levantamentos que registraram Dorinha na liderança da disputa pelo Governo do Tocantins.

Na pesquisa Quaest divulgada em 23 de setembro, a candidata apareceu com 42% das intenções de voto, contra 29% de Vicentinho Júnior (PSDB). O levantamento foi realizado para a Rede Amazônica.

Na pesquisa Real Time Big Data divulgada em 25 de setembro, Dorinha registrou 40%, enquanto Vicentinho apareceu com 33%. Laurez Moreira (PSD) teve 7%, Ataídes Oliveira (Novo), 5%, Professor Witer Naves (PSOL), 3%, e Siqueira Campos Jr. (Democrata), 2%. Na conversão para votos válidos, os percentuais foram de 44% para Dorinha e 37% para Vicentinho, conforme o levantamento.

O Paraná Pesquisas também registrou vantagem de Dorinha. A candidata apareceu com 40,6% das intenções de voto, contra 34,1% de Vicentinho. Laurez teve 6,5%, Siqueira Campos Jr., 4,9%, Ataídes Oliveira, 2,8%, Du Pereira, 0,5%, e Witer Naves, 0,3%. Nos votos válidos, os percentuais informados pelo instituto foram de 45,3% para Dorinha e 38,1% para Vicentinho.

Professora Dorinha é apontada como favorita na análise nacional. Foto: Divulgação/Ascom

Veritá registra 45,1% dos votos válidos

Uma nova pesquisa Veritá, divulgada neste sábado (26), registrou Dorinha com 45,1% dos votos válidos e Vicentinho com 39,3%. O levantamento ouviu 1.220 eleitores entre os dias 21 e 25 de setembro, com margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob os números TO-07961/2026 e BR-00467/2026. (Bico 24 Horas)

Na rodada anterior do instituto, divulgada em 14 de setembro, Dorinha tinha 43,8% dos votos válidos, enquanto Vicentinho registrava 39,3%.

Pela legislação eleitoral, a eleição para governador é decidida no primeiro turno quando um candidato obtém mais da metade dos votos válidos, excluídos os votos brancos e nulos. Caso nenhum alcance esse percentual, os dois mais votados avançam para o segundo turno.

Os números das pesquisas, portanto, não representam resultado definido. Eles retratam o cenário eleitoral no período em que cada levantamento foi realizado e estão sujeitos à margem de erro e às mudanças de intenção de voto até a eleição.

Vicentinho Júnior aparece em segundo lugar nos levantamentos recentes. Foto: Divulgação/Ascom

Cenário nacional

Na avaliação de Felipe Nunes, a situação do Tocantins faz parte de um conjunto de disputas estaduais em que a concentração de votos nos candidatos mais competitivos aumenta a possibilidade de uma definição já no primeiro turno.

A análise considera os dados disponíveis até 25 de setembro e não equivale a uma previsão do resultado eleitoral. Trata-se de uma leitura do cenário a partir das pesquisas divulgadas até aquela data.

Com a votação marcada para 4 de outubro, novas pesquisas e a movimentação do eleitorado nos últimos dias ainda podem alterar os percentuais registrados pelos institutos.

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