A Polícia Civil do Tocantins segue à procura de Waldecir José de Lima Júnior, investigado por homicídio qualificado pela morte do vigilante Dhemis Augusto Santos, de 35 anos. O crime ocorreu no último sábado (29), no estacionamento de uma galeria na ARSO 21 (203 Sul), em Palmas, após uma discussão sobre uma vaga de estacionamento. Dhemis foi baleado no abdômen e não resistiu aos ferimentos.

Waldecir está com mandado de prisão em aberto, é considerado foragido e perigoso. A 1ª Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (1ª DHPP) conduz as investigações e alerta que o suspeito está armado. O veículo usado por ele na fuga foi localizado e periciado no mesmo dia do crime, por meio de ação conjunta com a Polícia Militar.
A população pode denunciar anonimamente pelo WhatsApp da 1ª DHPP, no número (63) 8131-8454, ou pelo Disque-Denúncia 197.
Ligação com esquema criminoso
Waldecir é irmão de Waldemar José de Lima Neto, réu por integrar uma organização criminosa armada investigada pela 2ª Vara Estadual de Repressão às Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais de Goiás. A denúncia do Ministério Público aponta que Waldemar chefiava, junto a um empresário, um esquema multimilionário de fraudes imobiliárias, falsificação de documentos, tráfico de drogas e corrupção policial.

A investigação revelou que a quadrilha operava a partir de Goiás com ramificações no Tocantins, Minas Gerais, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Distrito Federal. Os crimes atribuídos ao grupo incluem:
- organização criminosa armada
- estelionato e falsificação de documentos
- tráfico e associação para o tráfico de drogas
- corrupção ativa de policiais militares
- denunciação caluniosa e porte ilegal de arma
- esbulho possessório e falsas comunicações de crime
Em um dos episódios apurados, quase uma tonelada de maconha foi apreendida em posse de uma integrante da organização. A Justiça bloqueou bens ligados à empresa Norte Sul Consultoria, Projetos e Construções, até o limite de R$ 21,4 milhões.
Waldemar também está com prisão preventiva decretada e segue foragido. A Justiça negou pedidos de habeas corpus apresentados por sua defesa, e o processo segue em curso, aguardando respostas à acusação.
Dois irmãos, dois mandados
Tanto Waldecir Júnior, procurado por assassinato em Palmas, quanto Waldemar Neto, réu por organização criminosa em Goiás, têm mandados de prisão preventiva decretados — por crimes distintos e em estados diferentes.
A Polícia Civil do Tocantins reforça que Waldecir é considerado de alta periculosidade e pede que qualquer informação que leve ao seu paradeiro seja comunicada imediatamente. O anonimato é garantido.







