O Hospital Geral de Palmas (HGP) voltou a operar com o fornecimento de energia totalmente restabelecido, segundo informou o Governo do Tocantins, após dias de instabilidade que geraram tensão entre pacientes e profissionais de saúde. A normalização ocorre depois de uma intercorrência elétrica registrada na última quarta-feira (15), que se agravou na sexta-feira (17), comprometendo parte do sistema e obrigou a unidade ficar sem luz durante toda a noite. Segundo relatos de pacientes, somente na madrugada de sábado (18) a energia do hospital voltou a funcionar com apoio de geradores.
Como medida para evitar novos episódios, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) anunciou a construção de uma subestação de energia própria dentro do hospital. A estrutura deve garantir maior autonomia e segurança ao sistema elétrico da unidade, especialmente em áreas críticas como UTIs e centro cirúrgico.
A crise elétrica no HGP ganhou repercussão após relatos de pacientes e familiares que enfrentaram momentos de apreensão durante apagões registrados na unidade. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram corredores às escuras e levantaram questionamentos sobre a segurança do atendimento, ampliando a pressão por soluções definitivas.

O diretor-geral do HGP afirmou que a normalização representa um passo importante para restabelecer a rotina hospitalar. “Conseguimos estabilizar o sistema e retomar plenamente o fornecimento de energia. Seguimos monitorando de forma contínua para garantir segurança aos pacientes e às equipes”, destacou.
Já o secretário estadual de Saúde, Carlos Felinto, ressaltou que a construção da subestação é uma resposta direta ao problema enfrentado. “Essa medida vai trazer mais robustez ao sistema elétrico do hospital. Estamos trabalhando para que situações como essa não se repitam, assegurando uma estrutura mais moderna e confiável para a população”, afirmou.

Ao tomar conhecimento da situação, o deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB) anunciou a destinação R$ 2 milhões para o hospital, com o objetivo de reforçar a construção da subestação de energia da unidade. “Não serei crítico contumaz. Liguei para o secretário Carlos Felinto para entender o que estava acontecendo. Fui informado de um projeto para a construção de nova subestação de energia no hospital, que custa R$ 6 milhões. Estou pré-candidato ao governo, mas estou no exercício do mandato de deputado federal. Afirmei que nesta semana encaminho ofício destinando R$ 2 milhões para contribuir com a obra”, declarou Vicentinho.

A expectativa do governo é que, com o restabelecimento completo da energia e a futura implantação da subestação, o HGP avance na estabilidade operacional e reduza riscos em situações de emergência, para que a unidade segue sendo referência para atendimentos de média e alta complexidade no Tocantins.
Leia a reportagem completa sobre o apagão no HGP: https://folhadogirassol.com.br/2026/04/18/hgp-no-escuro-hospital-enfrenta-colapso-eletrico-gera-desespero-e-expoe-crise-na-maior-unidade-de-saude-do-tocantins/

Contradições
Apesar da informação oficial de que o sistema elétrico foi restabelecido, a Folha do Girassol recebeu relatos de pacientes e acompanhantes indicando que a normalização ainda não ocorreu de forma completa no Hospital Geral de Palmas. Segundo esses relatos, há fornecimento de energia em áreas críticas, como o centro cirúrgico e as UTIs, mas setores como o terceiro e o quarto andares permaneceriam sem energia até o momento. A informação foi repassada à Folha G na noite deste domingo (19).
Entenda o apagão
A crise teve início na quarta-feira (15), quando foi identificada uma falha no sistema elétrico da unidade, causada por superaquecimento em um barramento responsável pela distribuição de energia. Desde então, o hospital passou a operar com o suporte de geradores.
Na sexta-feira (17), relatos de pacientes e familiares indicaram agravamento da situação, com setores às escuras e momentos de tensão dentro da unidade. Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram corredores sem iluminação, pacientes sofrendo sem receber medicação, com calor intenso, devido ao não funcionamento dos aparelhos de ar condicionado, e preocupados com a falta de funcionamento de setores, como as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).







