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Vicentinho Júnior anuncia voto favorável ao fim da escala 6×1 na Câmara: “decidi com muita responsabilidade”

Pré-candidato ao governo do Tocantins pelo PSDB afirma que decisão foi tomada após ouvir empresários, trabalhadores e especialistas; PEC prevê redução da jornada para 40 horas semanais

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O deputado federal e pré-candidato ao Governo do Tocantins, Vicentinho Júnior, anunciou nesta quarta-feira (27) que votará favoravelmente à proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6×1 está em andamento na Câmara dos Deputados. O texto-base foi aprovado na Comissão Especial e a votação principal no plenário da Câmara está prevista para ocorrer nestes próximos dias. Se aprovada, seguirá para o Senado Federal.

Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que a decisão foi tomada após diálogo com especialistas, representantes do setor produtivo e trabalhadores. Segundo ele, o posicionamento busca equilibrar os interesses econômicos e a valorização das relações de trabalho. “Após ouvir especialistas de todo o Brasil, consultar representantes do empresariado e dos trabalhadores, decidi com muita responsabilidade”, declarou.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) altera o atual modelo de jornada em que o trabalhador atua seis dias consecutivos para ter apenas um dia de descanso. O texto propõe a adoção de dois dias de folga por semana e reduz a carga horária máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.

Ao justificar o voto, Vicentinho afirmou que a proposta também representa uma tentativa de fortalecer o equilíbrio entre produtividade e qualidade de vida. “Voto com embasamento técnico, mas voto também em favor da manutenção de uma relação saudável entre empresários e trabalhadores que dão duro para construir o nosso Tocantins e um Brasil mais próspero. Sigamos em frente”, escreveu o deputado no X.

Prós e contras

A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou força nos últimos meses em meio ao debate nacional sobre saúde mental, qualidade de vida e produtividade no ambiente de trabalho. Defensores da proposta argumentam que a mudança pode ampliar o tempo destinado ao convívio familiar, descanso e lazer, enquanto setores empresariais demonstram preocupação com possíveis impactos nos custos operacionais e na geração de empregos.

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