O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos) esteve em Brasília nesta quarta-feira (27) para articular, junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), medidas emergenciais voltadas à recuperação de rotas alternativas após a interdição de pontes nas regiões de Pedro Afonso e Araguatins.
A principal preocupação do Governo do Estado é garantir a trafegabilidade e reduzir os impactos causados pela suspensão do tráfego na ponte sobre o Rio Tocantins, localizada na BR-235, entre Pedro Afonso e Tupirama, além da estrutura da BR-230, entre Araguatins e Palestina do Pará (PA).
Durante a reunião, que contou com a presença da senadora Professora Dorinha (União Brasil), pré-candidata ao governo do estado, parlamentares da bancada federal e representantes do Executivo estadual, o governador destacou os reflexos da interdição para moradores e para o setor produtivo da região. “Estamos falando do deslocamento da população, do transporte de ambulâncias, do escoamento da produção e da mobilidade de toda uma região. Viemos ao Dnit buscar alternativas e soluções rápidas para que Pedro Afonso, Bom Jesus, Santa Maria e os municípios vizinhos não fiquem isolados”, afirmou Wanderlei Barbosa.
Entre as medidas discutidas está o apoio do Dnit à recuperação da TO-010, rota que passou a absorver parte do fluxo de veículos pesados após as interdições. O plano prevê reforço estrutural de pontes, principalmente na região de Lajeado, além da recuperação asfáltica e de melhorias em trechos considerados estratégicos para o escoamento da produção e circulação de cargas.
As pontes foram interditadas preventivamente pelo Dnit após inspeções técnicas apontarem problemas estruturais que comprometem a segurança viária. Segundo o órgão, as obras definitivas podem levar cerca de dois anos para serem concluídas, o que ampliou a necessidade de soluções emergenciais e rotas alternativas.
A senadora Professora Dorinha afirmou que a prioridade é evitar o isolamento das cidades afetadas e minimizar os prejuízos econômicos. “Essa é uma situação que foge ao controle de todos nós, mas a região não pode ficar isolada. O mais importante agora é apresentar alternativas viáveis e agir com rapidez para minimizar os impactos à população e à economia do Tocantins”, declarou.

Dnit promete apoio emergencial
O diretor-geral do Dnit, Fabrício Galvão, afirmou que o órgão já decretou situação de emergência e que atuará em parceria com o Governo do Tocantins para viabilizar as adequações necessárias nas rotas alternativas. “Vamos trabalhar em conjunto para garantir logística, escoamento da produção e trafegabilidade da população durante esse período”, disse.
Já o diretor de Infraestrutura Rodoviária do órgão, Fábio Pessoa da Silva Nunes, afirmou que a decisão pela interdição foi baseada em relatórios técnicos e ensaios estruturais realizados nas pontes. “Não foi uma decisão arbitrária. O Dnit agiu de forma preventiva, baseado em informações técnicas reais e na necessidade de preservar a segurança da população”, ressaltou.

Agenda no Ibama
Ainda em Brasília, Wanderlei Barbosa participou de uma audiência no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para discutir demandas relacionadas à BR-235 e à TO-010.
Na reunião, o Governo do Estado buscou acelerar análises e licenciamentos ambientais necessários para obras de recuperação de pontes e pavimentação de trechos estratégicos utilizados como rotas alternativas.
O presidente interino do Ibama, Jair Schmitt, afirmou que o órgão dará prioridade às análises técnicas relacionadas às demandas apresentadas pelo Tocantins.
Durante a agenda, o deputado federal Ricardo Ayres informou que os projetos finais da BR-242, em Taguatinga, já foram apresentados ao Ibama para licenciamento ambiental e que os recursos para a execução dos sete quilômetros restantes da rodovia estão assegurados.
Também participaram das reuniões o presidente da Ageto, Túlio Labre; o secretário estadual da Comunicação, Márcio Rocha; o secretário extraordinário de Representação do Estado em Brasília, Luiz Paulo Gonçalves; e os deputados federais Alexandre Guimarães (MDB), Carlos Gaguim (União Brasil), Eli Borges (Republicanos) e Thiago Dimas (Podemos).








