“Minha cota de vice já foi”: Ronaldo Dimas descarta ser vice de Dorinha e reforça pré-candidatura ao Senado em 2026

Ex-prefeito de Araguaína afirma que já viveu a experiência de disputar uma eleição como vice-governador e defende renovação na representação do Tocantins no Senado Federal

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O ex-prefeito de Araguaína, ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado, Ronaldo Dimas (Podemos), descartou a possibilidade de integrar como candidato a vice-governador em chapa encabeçada pela senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil) nas eleições de 2026. Em entrevista concedida à Folha do Girassol, Dimas afirmou que sua prioridade é disputar uma vaga no Senado e defendeu a renovação da representação tocantinense na Casa.

Questionado sobre as especulações de bastidores que o colocam como possível vice na chapa de Dorinha, até por ser da região norte, Dimas foi direto ao afastar essa hipótese. “Não há essa possibilidade. Eu às vezes brinco, mas é uma brincadeira séria. Minha cota de vice já foi. Eu fui vice do Siqueira naquela eleição em que o então governador Marcelo Miranda foi reeleito. Já tive essa experiência e não foi boa”, afirmou.

Ronaldo Dimas foi candidato a vice-governador em 2006 na chapa encabeçada pelo ex-governador Siqueira Campos, ambos pelo PSDB, derrotada por Marcelo Miranda, na época do PMDB, atual MDB.

Senado

Ao justificar sua decisão de disputar o Senado, Dimas afirmou que a atual conjuntura política ampliou a percepção da população sobre a importância da atuação dos senadores e defendeu uma mudança no perfil da representação tocantinense.

Segundo ele, o Senado precisa exercer de forma mais efetiva sua função de fiscalização dos demais Poderes. “Pela primeira vez eu vejo que o cidadão está percebendo a importância que tem um senador. O que vem acontecendo em Brasília não é normal, e isso é fruto, muito, da falta de ação do Senado Federal”, declarou.

Segundo Dimas, o Senado tem deixado de cumprir plenamente seu papel de fiscalização ao não convocar ministros para prestar esclarecimentos sobre temas de interesse público. “O que vem acontecendo em Brasília não é normal. E isso fruto muito da falta de ação do Senado Federal. As pessoas, literalmente com o rabo preso lá, que não conseguem sequer chamar ou convocar ministros para poderem fazer e se explicarem sobre as coisas erradas que estão aí todos os dias nos jornais do Brasil,”, disparou.

“São oito anos de mandato”, diz Ronaldo Dimas ao defender responsabilidade na escolha dos próximos senadores. Foto: FolhaG

Sem citar nomes, Dimas também defendeu que os eleitores avaliem o histórico dos candidatos ao senado antes da escolha. “Precisa avaliar o perfil de cada um. Como você vai eleger um senador que está lá cheio de processos no STF? Infelizmente tem vários. É esse tipo de Senado que você quer?”, questionou.

Mandato de oito anos

Durante a entrevista, Ronaldo Dimas destacou que o mandato de senador exige uma escolha criteriosa por parte do eleitor devido à sua duração. “Senador são oito anos. . “Aí você imagina oito anos de um malandro. É muito tempo, né?”, destacou. Tenho convicção de que as pessoas já entenderam isso e vão compreender ainda mais durante a campanha”, afirmou.

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Márcia Alves
Márcia Alveshttps://folhadogirassol.com.br
Jornalista Responsável DRT/57 - Jornalista, especialista em Marketing Político
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