Defesa da mãe de Gustavo pede prisão preventiva do pai investigado pela morte do menino de 3 anos

Advogada afirma que convivência da criança com o pai foi determinada pela Justiça e diz que Sabrina Feitosa acompanhava as decisões judiciais

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A defesa de Sabrina Feitosa, mãe de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, pediu nesta quarta-feira (5) que a Polícia Civil represente pela prisão preventiva do pai da criança, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, investigado pela morte do menino, encontrado sem vida na segunda-feira (3), na casa dele, na região norte de Palmas.

A manifestação ocorre enquanto as investigações avançam após o laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluir que Gustavo morreu em decorrência de hemorragia provocada por laceração intestinal, após sofrer múltiplas agressões e violência sexual. O exame também descartou a versão inicial de afogamento apresentada pelo pai da criança.

Em nota, a advogada Stella Bueno informou que, embora o inquérito tramite sob sigilo, a defesa acompanha o caso de forma permanente e mantém contato com as autoridades responsáveis pela investigação.

Segundo ela, diante da gravidade dos fatos já conhecidos, a expectativa é de que a autoridade policial represente pela prisão preventiva do investigado para apreciação do Poder Judiciário. “Gustavo tinha apenas 3 anos. Sua morte exige respostas, responsabilidade e justiça”, frisou a advogada Stella Bueno.

Advogada Stella Bueno representa Sabrina Feitosa e pede a prisão preventiva do pai investigado pela morte de Gustavo. Foto:
Divulgação

Leia mais: https://folhadogirassol.com.br/2026/08/04/advogada-afirma-que-menino-de-3-anos-morreu-apos-violencia-sexual-em-palmas/

Regime de convivência

A defesa também buscou esclarecer que a convivência entre Gustavo e o pai decorria de decisão judicial e não de uma escolha exclusiva da mãe.

Conforme a nota, o regime de convivência havia sido regulamentado pela Justiça e o eventual descumprimento por Sabrina poderia configurar alienação parental, com possibilidade de reversão da guarda em favor do pai.

A advogada sustenta que esse contexto deve ser considerado durante a apuração do caso.

Igor Veloso é investigado pela Polícia Civil pela morte do filho, Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos. Foto: Montagem FolhaG

Histórico de violência

Outro ponto destacado pela defesa é que Sabrina Feitosa teria sido vítima de violência doméstica antes da morte do filho. Segundo Stella Bueno, essas circunstâncias serão apresentadas no momento oportuno, respeitando o sigilo das investigações e a dignidade das pessoas envolvidas.

A defesa informou ainda que, neste momento, todos os esforços estão concentrados no acompanhamento das investigações, na responsabilização dos envolvidos e no acolhimento da mãe da criança, que perdeu o filho.

Também pediu cautela na divulgação de informações para evitar, segundo a nota, a reprodução de narrativas que atribuam responsabilidade à mãe antes da conclusão do inquérito.

Investigação

A Polícia Civil mantém o pai da criança como investigado e aguarda a conclusão de diligências e de outros exames periciais para finalizar o inquérito. Até a publicação desta reportagem, ele não havia sido preso. O caso segue sob sigilo judicial.

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