Os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025 mostram avanço limitado do Ensino Médio no Tocantins. A nota do Estado passou de 4,2, em 2023, para 4,3, enquanto a rede pública permaneceu em 4,1. Os números são usados pelo candidato ao governo do Tocantins Vicentinho Júnior (PSDB) para defender mudanças na política educacional.
Para o candidato, o resultado indica que as medidas adotadas nos últimos anos não foram suficientes para produzir uma evolução mais significativa na aprendizagem. Como o Ensino Médio está sob responsabilidade dos governos estaduais, Vicentinho afirma que a gestão deve atuar sobre estrutura, tecnologia e condições de trabalho dos profissionais.
“Não podemos colocar essa responsabilidade nas costas do professor, que está todos os dias na sala de aula fazendo a sua parte. Cabe ao governo oferecer estrutura, tecnologia, valorização profissional e uma política educacional capaz de produzir resultados. Se a rede pública não avança, é a gestão que precisa rever suas estratégias”, afirmou.
Propostas
Entre as propostas apresentadas por Vicentinho estão a criação de 50 escolas de tempo integral com centros de tecnologia digital e a ampliação do ensino técnico e profissionalizante. O plano também prevê o programa Tocantins para o Mundo, com intercâmbio internacional para estudantes.
O candidato propõe ainda ampliar a conectividade nas escolas rurais e investir na formação tecnológica dos professores. Para reduzir a evasão escolar, defende o aumento da bolsa permanência e a implantação de ações de busca ativa de estudantes que deixaram a escola.

Na área de valorização dos profissionais, o plano inclui a implementação do chamado descanso de voz para professores e a equiparação do PROFE para servidores contratados. Também estão previstas feiras e olimpíadas tecnológicas.
A proposta contempla mudanças na alimentação escolar, com ampliação da utilização de produtos da agricultura familiar e oferta de merenda durante o período de férias.
Segundo Vicentinho, a avaliação dos resultados da educação deve considerar não apenas o volume de recursos aplicados, mas o impacto desses investimentos na aprendizagem dos estudantes. “Queremos valorizar quem ensina e abrir novas oportunidades para quem aprende. O resultado disso precisa aparecer na aprendizagem e no futuro dos nossos jovens”, afirmou.








