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Conversas de Kátia Abreu com Eduardo Gomes e Alexandre Guimarães geram desconforto na base lulista no Tocantins

Coordenadora da campanha de Lula no Estado teria procurado dois parlamentares que fazem oposição ao governo; Gomes foi líder do governo Bolsonaro no Congresso, enquanto Guimarães mantém posições distantes do Planalto

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Conversas mantidas pela ex-senadora Kátia Abreu (PT) com o senador Eduardo Gomes (PL) e o deputado federal Alexandre Guimarães (MDB) nas últimas semanas provocaram desconforto entre integrantes da base do presidente Luiz Inácio Lula no Tocantins. Segundo apuração da Folha do Girassol, Kátia, responsável pela coordenação estadual da campanha presidencial, teria procurado os dois parlamentares com uma abordagem pragmática: pedir que, independentemente das disputas estaduais, não transformem Lula em adversário prioritário no Tocantins.

A avaliação atribuída a Kátia é que Gomes e Alexandre chegam à eleição com perspectivas competitivas dentro das duas principais chapas adversárias do grupo apoiado pelo PT. Eduardo Gomes disputa o Senado na composição de Dorinha Seabra (União Brasil), enquanto Alexandre integra, também na disputa ao Senado, o grupo de Vicentinho Júnior (PSDB). Nas conversas, Kátia teria argumentado que um eventual quarto mandato será o último de Lula e que o cenário nacional posterior ainda dependerá da construção de um sucessor. Gomes foi líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso, função para a qual foi indicado em 2019.

O incômodo aparece porque o palanque formal de Lula no Tocantins está em outra direção. O PT confirmou Paulo Mourão para o Senado na chapa de Laurez Moreira (PSD), após uma negociação que passou pelas direções nacionais dos partidos. Kátia, porém, não participou da convenção que homologou a composição e mantém distância política de Laurez e Mourão. Antes disso, ela própria havia participado das discussões nacionais sobre a chapa e chegou a ser considerada, ao lado de Mourão, como opção petista ao Senado.

A relação ficou ainda mais delicada depois da retirada de Irajá Abreu (PSD), filho de Kátia, da corrida pela reeleição. O desenho defendido anteriormente por Irajá previa espaço para o PT em sua chapa, enquanto o partido optou por candidatura própria ao Senado com Paulo Mourão. Agora, as conversas de Kátia com dois nomes situados fora do palanque lulista levantam dúvidas dentro da própria base sobre até onde irá a estratégia da coordenadora para ampliar o espaço eleitoral de Lula no Tocantins.

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