A Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas do Tocantins (Coopanest-TO) suspendeu, a partir desta quarta-feira (9) a atuação de seus profissionais em cirurgias eletivas e mutirões realizados em unidades próprias e conveniadas da rede estadual de saúde. A entidade atribui a decisão ao atraso de pagamentos por parte do governo do Tocantins.
A suspensão alcança cirurgias e outros procedimentos eletivos, consultas e avaliações pré-anestésicas ambulatoriais, exames eletivos que dependem de sedação ou anestesia e mutirões cirúrgicos realizados à noite ou nos fins de semana.
Os atendimentos de urgência e emergência foram mantidos. Segundo a cooperativa, anestesiologistas continuam nos plantões presenciais e de sobreaviso para esses casos.
A Coopanest afirma que notificou a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) e estabeleceu prazo para a regularização dos pagamentos. Segundo a entidade, o período terminou sem que todas as pendências fossem quitadas.
Apesar de o estado ter efetuado pagamentos recentemente, a cooperativa diz que ainda existem valores referentes a serviços prestados há cerca de seis meses. Também afirma que o cronograma definido para o processo de Reconhecimento de Dívida não foi cumprido integralmente.
A entidade condiciona a retomada das cirurgias eletivas e dos mutirões ao pagamento das parcelas vencidas do Reconhecimento de Dívida e à regularização do faturamento dos últimos 90 dias.
A notificação sobre a suspensão também foi encaminhada ao Ministério Público do Tocantins (MPTO), ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Conselho Regional de Medicina do Tocantins (CRM-TO).
O que diz o Governo do Estado?
A Folha do Girassol entrou em contato com o Governo do Tocantins para saber sobre a situação dos pagamentos à Coopanest e as medidas adotadas diante da suspensão das cirurgias eletivas e dos mutirões. Até a publicação desta reportagem, não houve manifestação.
O espaço permanece aberto para esclarecimentos e eventual posicionamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO).








