A Polícia Civil cumpriu nesta quinta-feira (10), mandados de busca e apreensão em endereços ligados à Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, em São Paulo, entidade contratada pela Prefeitura de Palmas para administrar as UPAs Norte e Sul da capital. A ação faz parte das investigações sobre o contrato de cerca de R$ 139 milhões firmado para a terceirização dos serviços.
Batizada de Operação Estancamento, a ação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão: um em Palmas, um na cidade de São Paulo, dois em Itatiba e um no Rio de Janeiro. Segundo a investigação, as diligências buscam esclarecer o destino dos recursos públicos repassados no contrato das UPAs.
As buscas alcançaram endereços relacionados à administração da Santa Casa de Itatiba e uma empresa identificada nas movimentações financeiras analisadas pela investigação. A medida representa um novo capítulo do caso iniciado ainda no primeiro semestre, quando a Polícia Civil passou a apurar possíveis irregularidades na formalização da parceria entre a Prefeitura de Palmas e a entidade paulista.
Contrato de R$ 139 milhões
A Santa Casa de Itatiba foi escolhida para assumir a execução dos serviços das UPAs Norte e Sul. O contrato previa repasses de aproximadamente R$ 11,6 milhões por mês e valor anual próximo de R$ 139,2 milhões. A própria Prefeitura anunciou em março que a entidade ficaria responsável pela execução integral dos serviços, inclusive contratação de pessoal.
O contrato passou a ser questionado judicialmente e também entrou na análise do Tribunal de Contas do Estado (TCE-TO), que determinou cautelarmente a suspensão da parceria e estabeleceu prazo para a transição da gestão das unidades.
A investigação criminal já havia resultado, em junho, na prisão da então secretária municipal de Saúde Dhieine Caminski e do então superintendente de Atenção à Saúde Andreis Vicente da Costa. Cláudia Fernanda Cândido da Silva também apareceu na investigação como pessoa apontada pela Polícia Civil como articuladora dos interesses da Santa Casa de Itatiba.
Na etapa desta quinta-feira, a Polícia Civil concentra parte das diligências justamente em endereços relacionados à entidade paulista e na análise do caminho percorrido pelos recursos vinculados à gestão das UPAs de Palmas.








