O candidato ao Senado, deputado federal Alexandre Guimarães (MDB) endureceu o discurso ao tecer críticas ao senador e vice-presidente do Senado, Eduardo Gomes (PL), candidato a reeleição. Em vídeo publicado nesta segunda-feira (14) nas redes sociais, Alexandre faz uma cobrança direta ao senador Eduardo Gomes e ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil/AP), pela condução dos pedidos de investigação e impeachment relacionados ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Senador Presidente Davi Alcolumbre, Senador Vice-Presidente Eduardo Gomes. Estes dois são responsáveis pela instalação do caos no país de hoje. Porque se tivessem a responsabilidade com o país, pautariam o pedido de CPI e o pedido de impeachment. Alexandre de Moraes”, disparou Alexandre Guimarães.
Alexandre também não economizou nas críticas ao ministro do STF ao fazer referência dos pedidos de CPIs que assinados pela Câmara e Senado. “Estão assinados mais de 100 pedidos de CPIs, quase 100 pedidos de impeachment de ministros, do ministro Alexandre de Moraes, que vem instalando a ditadura da toga neste país”, reprovou.
Guimarães concentrou a crítica no papel político de Gomes como vice-presidente do Senado. Para ele, assinar requerimentos de CPI ou pedidos de impeachment não encerra a responsabilidade do parlamentar. O candidato questionou quais iniciativas Gomes tomou dentro da Mesa Diretora para tentar levar o assunto adiante.
“E aí não é dizer: ‘Ah, o vice’. Mas é o vice, e o vice assinou o impeachment, assinou a CPI. Qual foi a agenda positiva proposta? Convidou para debate? Chamou o presidente do Senado para uma conversa? O que foi que aconteceu?”, afirmou.
Guimarães sustenta que presidente e vice-presidente do Senado deveriam atuar juntos para que os requerimentos avancem e acusa o Congresso de adotar uma posição de submissão diante do STF.“Antes de falar de Lula, de Bolsonaro, de Mendonça, de Alexandre de Moraes, falem de Davi Alcolumbre e de Eduardo Gomes”, disse. Em outro trecho, afirmou que os dois deveriam ser cobrados pela falta de avanço das iniciativas.
Guimarães também fez uma distinção entre a assinatura dos requerimentos e a atuação posterior dos senadores. Segundo ele, parlamentares podem ter aderido às propostas por convicção, pressão ou interesse eleitoral. A cobrança ao adversário tocantinense parte justamente desse ponto: Gomes ter colocado sua assinatura em iniciativas contra Moraes não seria, na avaliação do candidato do MDB, suficiente diante do posto que ocupa na direção do Senado.
O candidato afirmou ainda que a discussão não deveria ser tratada apenas pela divisão entre direita e esquerda ou pela relação com Lula e Jair Bolsonaro. Para Guimarães, cabe ao Congresso exercer as competências constitucionais de fiscalização e controle atribuídas ao Legislativo.

Crítica ao Congresso em setembro
A manifestação deste domingo segue uma linha adotada por Guimarães em outro vídeo, publicado em 1º de setembro. Na ocasião, o candidato tratou das propostas de investigação sobre o Banco Master e afirmou ter assinado pedidos de CPI e CPMI relacionados ao caso.
Na gravação, Guimarães voltou a defender investigações parlamentares independentemente da origem política dos envolvidos. “Eu não estou falando de condenação por condenação, mas da apuração da verdade”, afirmou.
Naquele vídeo, o candidato também disse que o Congresso estaria “agachado” diante de interesses políticos, judiciais e financeiros. A publicação desta vez leva a cobrança para a disputa eleitoral do Tocantins ao citar nominalmente Eduardo Gomes e questionar o que o senador fez, além das assinaturas, como vice-presidente da Casa.








