A Assembleia Legislativa do Tocantins terá sete mudanças em sua composição a partir de 2027. Dos 24 deputados estaduais da próxima legislatura, 17 permanecem na Casa e sete cadeiras terão outros ocupantes. A renovação combina a saída de parlamentares que buscaram outros cargos com a derrota de quatro deputados que tentavam a reeleição.
Eduardo Fortes (Republicanos) terminou a disputa como o deputado estadual mais votado do Tocantins, com 35.258 votos. Léo Barbosa (Republicanos) apareceu logo atrás, com 35.212, diferença de apenas 46 votos entre os dois primeiros colocados. A votação, porém, não define sozinha a composição da Assembleia, já que as vagas são distribuídas pelo sistema proporcional entre partidos e federações.
Entre os integrantes da atual legislatura, Professora Janad Valcari (PP) e Jair Farias (União) deixam a Aleto depois de serem eleitos deputados federais. O presidente da Assembleia, Amélio Cayres (MDB), também não disputou a reeleição: ele concorre a vice-governador na chapa de Vicentinho Júnior (PSDB), que avançou ao segundo turno.
Outros quatro deputados buscaram permanecer na Casa, mas foram derrotados. Gutierres Torquato (PSD) recebeu 21.052 votos; Olyntho Neto (MDB), 17.305; Professor Júnior Geo (PSDB), 16.997; e Eduardo Mantoan (PSD) também não conseguiu novo mandato.
Republicanos e PL terão as maiores bancadas
Republicanos e PL saíram das urnas com as maiores bancadas da próxima Assembleia, com cinco deputados cada.
Pelo Republicanos foram eleitos Eduardo Fortes, Léo Barbosa, Cleiton Cardoso, Kátia Chaves e Eduardo Madruga. A bancada combina parlamentares reeleitos com novos integrantes e terá dois primeiros colocados da votação nominal do estado, Fortes e Léo.
O PL também terá cinco cadeiras, com Marcus Marcelo, Gipão, Wiston Gomes, Vilmar de Oliveira e Moisemar Marinho.
MDB e União aparecem na sequência, com três deputados cada. Pelo MDB foram eleitos Dr. Danilo Alencar, Raul Cayres e Valdemar Júnior. O União terá Vanda Monteiro, Nilton Franco e Eduardo do Dertins.
PSDB e Podemos conquistaram duas cadeiras cada. Jorge Frederico e Toinho Andrade foram eleitos pelo PSDB. Pelo Podemos, as vagas ficaram com Marcos Júnior e Paulinho do Bonifácio.
PSD, PV, PCdoB e PRD completam a composição com uma cadeira cada. Luciano Oliveira representa o PSD; Cláudia Lelis, o PV; Ivory de Lira, o PCdoB; e Marcos Duarte, o PRD.
Novos nomes e retorno à Assembleia
A renovação abre espaço para nomes que chegam pela primeira vez à Assembleia e para o retorno de Toinho Andrade. Ex-prefeito de Porto Nacional e ex-deputado federal, o tucano volta à Aleto após receber 17.947 votos.
Entre os estreantes estão Raul Cayres, Marcos Júnior, Paulinho do Bonifácio, Kátia Chaves, Eduardo Madruga e Marcos Duarte. As entradas também alteram a distribuição regional da Casa: Marcos Duarte mantém Araguaína com quatro representantes diretamente ligados à cidade; Marcos Júnior ocupa uma das vagas abertas na representação de Palmas; e Raul Cayres e Paulinho reforçam a renovação dos nomes do Bico do Papagaio.

Votação alta não garantiu mandato
A eleição também produziu diferenças expressivas entre votação nominal e resultado. Gutierres Torquato recebeu 21.052 votos e terminou com votação superior à de vários candidatos eleitos, mas ficou fora da Assembleia devido ao desempenho do PSD na distribuição proporcional das cadeiras.
Situação semelhante ocorreu com Olyntho e Júnior Geo. Olyntho recebeu 17.305 votos, enquanto Geo somou 16.997, mas nenhum dos dois conseguiu uma das vagas conquistadas por seus partidos.
No outro extremo, Marcos Duarte foi eleito pelo PRD com 9.733 votos. O resultado ilustra o peso do desempenho partidário na eleição proporcional: primeiro são definidas as cadeiras obtidas pelas legendas e federações e, dentro delas, os candidatos que ocuparão as vagas, conforme as regras eleitorais.
A nova Assembleia terá, portanto, uma maioria formada por deputados que já exercem mandato, mas com mudanças relevantes em algumas das principais forças políticas e regionais do estado. A legislatura começa em 2027 com Republicanos e PL à frente das maiores bancadas e com sete cadeiras ocupadas por nomes diferentes dos atuais titulares.








