O ex-governador do Tocantins Mauro Carlesse oficializou sua filiação ao PSD, nesta quinta-feira, 22, em São Paulo. O ato, oficializado após convite do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, contou com a presença do vice-governador e presidente estadual da sigla no Tocantins, Laurez Moreira, e sela a reaproximação entre duas lideranças que estiveram por 14 anos em campos políticos opostos.
Logo após o evento, Carlesse confirmou que não concorrerá mais ao governo do Tocantins nas eleições de outubro de 2026, optando por disputar uma das vagas para deputado federal pelo Tocantins. A decisão marca uma mudança de estratégia para o ex-chefe do Executivo estadual, que vinha cogitando a pré-candidatura ao Palácio Araguaia antes de sua entrada no PSD, partido que já tem Laurez como pré-candidato ao governo.
Há poucos dias Carlesse usou suas redes sociais para se solidarizar com Laurez e de quebra criticar Wanderley, após episódio em que o vice-governador foi transferido para fora do Palácio Araguaia, sede oficial do governo, gerando interpretações de “despejo” político. Na ocasião, Carlesse afirmou que quando foi afastado do cargo, e o então vice Wanderley assumiu interinamente também tirou toda a estrutura que ele tinha.
Impacto eleitoral
A filiação de Carlesse ao PSD é interpretada por analistas como um passo significativo na reorganização do cenário político estadual. A aproximação com Laurez Moreira fortalece o partido, que passa a contar com dois nomes de peso em disputas distintas para 2026, um ao governo e outro ao Legislativo federal. A movimentação também pode trazer maior densidade eleitoral ao projeto de Laurez, que agora conta com a experiência política e a base de apoio de Carlesse.
Cenários para 2026
Com a escolha de concorrer à Câmara dos Deputados, Carlesse pode influenciar tanto a composição da chapa majoritária quanto o desempenho da legenda nas eleições proporcionais.
A partir de agora, Laurez Moreira deve intensificar sua atuação em todo o estado para consolidar seu nome como opção ao governo, contando com o apoio político de Carlesse e de aliados partidários. A articulação sinaliza um esforço para ampliar a capilaridade eleitoral da legenda e disputar espaço competitivo na corrida pelo Palácio Araguaia.







