Operação 2º Tempo da Polícia Civil investiga prefeito e presidente de clube por suspeita de desvio de recursos

Mandados foram cumpridos em endereços ligados ao prefeito Fabion Gomes e ao presidente do Tocantinópolis Esporte Clube; prejuízo aos cofres públicos pode ultrapassar R$ 5,1 milhões

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A Polícia Civil do Tocantins deflagrou nesta quinta-feira, 12, a Operação 2º Tempo para investigar um suposto esquema de desvio de recursos públicos destinados ao Tocantinópolis Esporte Clube, no município de Tocantinópolis. Entre os alvos da ação estão o prefeito Fabion Gomes (PL) e o presidente do clube, o sargento da Polícia Militar Leandro Pereira.

Durante a ação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em residências de investigados, na sede do clube e em setores da administração municipal. Segundo a investigação, o prejuízo estimado aos cofres públicos ultrapassa R$ 5,1 milhões.

As apurações apontam suspeitas de peculato, falsidade ideológica, organização criminosa e lavagem de dinheiro relacionadas a repasses de recursos públicos ao clube de futebol.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram após relatórios de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicarem movimentações suspeitas envolvendo transferências de recursos da prefeitura para o clube.

Repasses investigados

Conforme a investigação, o esquema teria sido estruturado em três etapas. A primeira envolveria a autorização de repasses considerados irregulares por gestores municipais ao clube esportivo, mesmo após decisões do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins apontarem ilegalidade nas transferências.

A segunda etapa consistiria na produção de documentos, como atas e recibos, que teriam sido utilizados para dar aparência de legalidade aos repasses. Já na terceira fase, os valores transferidos teriam sido redistribuídos para contas pessoais de dirigentes e terceiros ligados ao esquema.

Prefeito Fabion Gomes fez um vídeo para suas redes sociais se defendendo das acusações. Foto: Reprodução Instagram

A investigação também identificou movimentações financeiras intensas e saques em dinheiro, prática considerada comum em esquemas de ocultação de recursos.

Bloqueio de bens

Por decisão da 1ª Vara Cível de Tocantinópolis, foi determinada a indisponibilidade de bens até o limite de R$ 5.141.154,17 do prefeito Fabion Gomes, do ex-prefeito Paulo Gomes e do próprio Tocantinópolis Esporte Clube.

Durante as buscas, os policiais recolheram documentos, registros contábeis e equipamentos eletrônicos que serão analisados para aprofundar as apurações.

O presidente do Tocantinópolis Esporte Clube, o sargento da Polícia Militar Leandro Pereira, alvo da operação. Foto: Divulgação

Defesa

O prefeito Fabion Gomes usou suas redes sociais para se defender da acusação. Afirmou que não há irregularidades em sua gestão e declarou que não tem “nada a esconder”. Segundo ele, os repasses ao clube foram suspensos por determinação judicial logo após assumir a prefeitura.

A Operação 2º Tempo mobilizou 34 policiais civis e contou com apoio de unidades especializadas da Polícia Civil e da Polícia Militar do Tocantins. As investigações continuam para apurar a responsabilidade dos envolvidos no caso.

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