EXCLUSIVO:Paulo Mourão critica debate sobre impeachment e cobra responsabilidade com o Tocantins

Ex-deputado reage à fala de Júnior Geo e alerta para riscos à segurança jurídica e à economia do Estado

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O ex-deputado estadual Paulo Mourão (PT) fez duras críticas ao nível do debate político no Tocantins após a declaração do deputado Júnior Geo (PSDB), em entrevista à Folha do Girassol, quando defendeu a inclusão de um possível pedido de impeachment do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), na pauta da Assembleia Legislativa.

Em posicionamento enfático, à Folha do Girassol, Mourão demonstrou preocupação com o que classificou como banalização de um instrumento extremo dentro da democracia. “Falam de impeachment como se fosse algo simples, sem considerar os reflexos em várias atividades econômicas do Estado e, muitas vezes, sem embasamento jurídico nenhum”, afirmou. Para Mourão, o debate tem sido conduzido de forma “inconsequente e, às vezes, irresponsável”, classificou.

O ex-deputado também direcionou críticas à postura de Júnior Geo, destacando que, pela formação acadêmica, o deputado deveria agir com maior cautela. “É um professor, deveria ter mais cuidado com o que coloca”, pontuou.

“Para proposição de impeachment de um governador é necessário haver uma denúncia fundamentada, apresentada na Assembleia Legislativa, com base na Lei nº 1.075/1950, que trata dos crimes de responsabilidade”, explicou.

Efeitos do Impeachment

 Ele ressaltou que não existe denúncia consolidada, nem julgamento concluído que sustente juridicamente o afastamento do chefe do Executivo estadual. “Essa Assembleia não fundamentou nada. Não existe denúncia formal, não existe julgamento. Como se fala em impeachment apenas por vontade política?”, questionou.

Paulo Mourão também fez um alerta sobre os efeitos políticos e econômicos de declarações precipitadas. Para ele, expor o Tocantins de forma negativa pode afastar investimentos e gerar insegurança jurídica.

Responsabilidade e compromisso

“Não podemos, a todo momento, expor o Estado de forma negativa. Isso cria um ambiente prejudicial ao desenvolvimento econômico, gerando dúvidas nos setores empresariais que desejam investir no Tocantins”, destacou.

Para ele, cabe aos parlamentares preservar os pilares do Estado Democrático de Direito. “É preciso responsabilidade e compromisso com o Estado acima de tudo. A segurança jurídica e a governabilidade são colunas fundamentais para o desenvolvimento”, destacou.

Motivação política

“É preciso ter compromisso com o Estado acima de tudo. Se houver embasamento legal, que se discuta. Mas, sem isso, não se pode agir por motivação política”, afirmou.

Por fim, ele ressaltou que o embate político deve ocorrer dentro do campo democrático adequado, especialmente no período eleitoral. “Vamos fazer a disputa no debate eleitoral, com propostas e diálogo com o povo tocantinense, garantindo que vença quem apresentar mais eficiência e resultados”, concluiu.

Pedido de renúncia

Cabe lembrar que, em outubro de 2025, durante o período em que o governador Wanderlei Barbosa estava afastado do cargo, o ex-deputado Paulo Mourão adotou um posicionamento mais incisivo e chegou a defender sua renúncia. À época, após decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o retorno do governador ao cargo, Mourão afirmou que “é hora do senhor renunciar” e apelou para que Wanderlei “seja grande e deixe o Estado tocar a vida”, argumentando que a permanência do impasse gerava insegurança jurídica e prejuízos ao Tocantins, embora tenha ressaltado o respeito ao Estado Democrático de Direito e à presunção de inocência.

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