O Hospital Geral de Palmas, principal unidade de alta complexidade do Tocantins, enfrenta um colapso no sistema elétrico que já dura desde a última quarta-feira (15) e, segundo relatos de pacientes e familiares, se agravou ao longo dos dias, provocando cenas de desespero dentro da unidade nesta sexta-feira (17).
Vídeos e fotos divulgados nas redes sociais mostram setores do hospital às escuras, pacientes reclamando do calor por falta de ar condicionado, informando o cancelamento de cirurgias e preocupação com o atendimento em áreas sensíveis, como as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Há relatos de pacientes afirmando que aparelhos teriam parado de funcionar, aumentando o clima de tensão entre acompanhantes. “Vão recolher corpos a partir de amanhã”, relatou o empresário Valtinho Tocantins, que publicou vários vídeos denunciando a situação.
A crise teve início após uma intercorrência elétrica identificada pela Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO), causada por superaquecimento em um barramento blindado, estrutura responsável pela distribuição de energia no hospital. O problema comprometeu parte do sistema e inviabilizou o funcionamento da rede elétrica normal da unidade.

Ainda na quarta-feira, a secretaria afirmou que os atendimentos estavam mantidos, apesar das limitações. Segundo havia informado a pasta, o hospital operava por meio da rede de emergência, sustentada por geradores, que garantiriam o funcionamento das áreas consideradas essenciais, como pronto-socorro adulto e infantil, UTIs, centro cirúrgico e sala vermelha.
No entanto, dois dias depois, nesta sexta-feira (17), a situação relatada por usuários indica agravamento. Pacientes e familiares descrevem instabilidade no fornecimento de energia, ambientes escuros e insegurança quanto à continuidade dos atendimentos, especialmente em setores de maior risco.

A SES-TO informou que equipes de engenharia seguem atuando desde o início da ocorrência para estabilizar o sistema e realizar os reparos necessários. A solução definitiva depende da substituição de um módulo do barramento elétrico, equipamento fabricado sob medida, o que deveria levar até 20 dias para ser concluído.
“Desde o primeiro momento, nossas equipes técnicas estão mobilizadas para garantir a segurança do sistema e restabelecer integralmente a rede elétrica do hospital no menor tempo possível, com responsabilidade e sem comprometer a assistência à população”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Carlos Felinto, em nota divulgada ainda no início da crise.

Enquanto isso, o cenário dentro do hospital segue marcado por incerteza. Há divergências entre a versão oficial e os relatos de quem está na unidade. O fato é que evidencia a fragilidade da infraestrutura em um dos principais hospitais do Tocantins.
Assista nos stories do Instagram da Folha do Girassol vídeos publicados por pacientes, mostrando o apagão dentro do hospital. Siga a Folha do Girassol: @folhadogirassol







