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Com entrega de Cláudia Fernanda, todos os alvos da Operação Falsa Emergência passam a estar presos

Empresária apontada pela Polícia Civil como articuladora do contrato das UPAs Norte e Sul de Palmas se apresentou à Justiça nesta segunda-feira, 15, e teve a prisão preventiva cumprida

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Cinco dias após a deflagração da segunda fase da Operação Falsa Emergência, a Polícia Civil concluiu o cumprimento de todos os mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça.

A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, que era considerada foragida desde o último dia 10, apresentou-se na manhã desta segunda-feira (15), no Fórum de Palmas, onde teve a ordem de prisão cumprida.

Segundo a Polícia Civil, ela era a única investigada que ainda não havia sido localizada desde o início da operação, que apura supostas irregularidades na contratação da entidade responsável pela gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul da capital.

Acompanhada de advogado, Cláudia Fernanda participou de audiência de apresentação e custódia e, em seguida, foi encaminhada à 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil para os procedimentos de formalização da prisão. Na sequência, passou por exame de corpo de delito e deve ser levada ao Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar, onde permanecem os demais presos da operação.

A defesa informou que pretende apresentar pedido de habeas corpus. De acordo com a investigação conduzida pela Divisão Especializada de Combate à Corrupção (Decor), a empresária teria atuado como intermediária dos interesses da organização social contratada para administrar as unidades de saúde.

Os investigadores sustentam que Cláudia Fernanda mantinha interlocução frequente com outros alvos da operação e desempenhava papel relevante na estrutura investigada.

A segunda fase da Operação Falsa Emergência resultou nas prisões preventivas da então secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e do superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares.

A investigação apura suspeitas de organização criminosa, corrupção e fraude na contratação emergencial da entidade responsável pela gestão das UPAs.

Com a prisão de Cláudia Fernanda, todos os investigados alvos de mandados de prisão preventiva na segunda fase da operação passam a estar sob custódia do Estado.

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