Paulo Mourão evita polemizar sobre impasse no PSD e reafirma pré-candidatura ao Senado pelo PT

Ex-deputado diz que manterá silêncio sobre declarações de Irajá e de Kassab, reforça apoio a Laurez e afirma que candidatura petista está mantida

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O ex-deputado estadual Paulo Mourão (PT), pré-candidato ao Senado, evitou entrar na disputa de versões envolvendo o senador Irajá (PSD) e o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Procurado pela Folha do Girassol após a coletiva de imprensa de Irajá e a entrevista exclusiva concedida por Kassab à FolhaG, Mourão afirmou que prefere não alimentar a polêmica. “É uma decisão minha ficar calado. Tem horas que o silêncio é a melhor resposta”, disse. Mesmo sem querer se pronunciar, Mourão fez algumas ponderações. “O nosso projeto é muito maior, é de unificação desse estado”, afirmou.

Mourão estava na manhã desta quinta-feira (9), em agenda pelo sudeste do Tocantins, a convite do pré-candidato ao governo do estado, vice-governador Laurez Moreira (PSD). Apesar de evitar comentários sobre as declarações dos dirigentes do PSD, o petista reafirmou que sua pré-candidatura ao Senado permanece inalterada e atribuiu ao partido a responsabilidade pelas discussões internas sobre a composição da chapa majoritária. “O PT me lançou como pré-candidato e ponto final”, afirmou. “Eu estou cuidando do projeto do Partido dos Trabalhadores e da reeleição do presidente Lula”, acrescentou.

Ao comentar o anúncio feito por Irajá de uma nova pré-candidata ao Senado pelo PSD e a oferta de uma suplência ao PT, Paulo Mourão evitou fazer críticas e disse que a definição dos nomes da legenda cabe exclusivamente ao PSD. “Se o Irajá quer ser pré-candidato, quer lançar mais dois, três, isso é uma discussão do PSD. Não cabe a mim discutir isso.” E sobre a pré-candidatura de Ivanete fez a seguinte colocação: “Venha, venha somar esforços, nós estamos precisando inclusive de muitos soldados.”

A declaração ocorre em meio às divergências públicas surgidas após a coletiva concedida por Irajá, que anunciou a pré-candidatura ao Senado pelo PSD de Ivanete Lima e defendeu a participação do PT na chapa dele por meio de uma suplência. Posteriormente, em entrevista exclusiva à Folha do Girassol, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que não participou das decisões sobre a composição da chapa no Tocantins, conforme havia afirmado Irajá na coletiva, e defendeu a construção de um consenso entre o senador Irajá e o vice-governador Laurez Moreira.

Coletiva de Irajá deu início às divergências públicas sobre a composição da chapa majoritária do PSD no Tocantins. Foto: Ascom Irajá

Confiança

Durante a conversa, Paulo Mourão reforçou que mantém confiança no acordo político firmado entre PT e PSD. “O governador Laurez é o governador que o Lula vai apoiar.” Segundo ele, há um compromisso político que contempla não apenas sua candidatura ao Senado, mas também os projetos eleitorais do PT no Estado.

“Eu vou apoiar o Laurez como governador, e tenho certeza que ele tem compromisso com o PT, com a minha candidatura, com os deputados federais e estaduais e com o presidente Lula. Isso foi um pacto.”

Kassab

Para Mourão, o entendimento construído entre PSD e PT em âmbito nacional deve ser preservado. “Agora o presidente Kassab fez um entendimento, um acordo em nível nacional, também com o PT, e o presidente Kassab é um homem historicamente conhecido por manter sua palavra.”

“Não faço política do eu”

Ao encerrar a conversa, Paulo Mourão evitou personalizar o debate político e afirmou que sua atuação continuará pautada pelo diálogo. “Eu não tenho problema com ninguém, eu sempre discuti política através dos ideais, eu não faço política do eu.”

Confira reportagens sobre o caso:

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Márcia Alves
Márcia Alveshttps://folhadogirassol.com.br
Jornalista Responsável DRT/57 - Jornalista, especialista em Marketing Político
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