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Prazo para plantio excepcional de soja nas várzeas do Tocantins termina neste domingo

Produtores autorizados a cultivar sementes em áreas de planícies tropicais têm até 31 de maio para realizar o plantio; colheita poderá ocorrer até setembro

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Os produtores rurais autorizados a cultivar soja para produção de sementes nas áreas de várzeas tropicais do Tocantins têm até este domingo (31) para concluir o plantio da cultura. O alerta foi divulgado pela Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec), responsável pelo controle fitossanitário das lavouras no estado.

A janela excepcional de plantio foi aberta em 20 de abril e é destinada exclusivamente à produção de sementes, atividades de pesquisa e ensino, além da chamada “reserva de sementes para uso próprio”, conhecida como salva legal. A colheita está autorizada até 20 de setembro.

Segundo a Adapec, o cultivo nesse período depende de autorização prévia e segue regras definidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Para obter a autorização, o produtor deve apresentar cadastro da propriedade, plano de trabalho, termo de compromisso assinado pelo responsável técnico e o croqui da área plantada.

O sistema é adotado nas regiões de planícies tropicais do estado, onde as condições climáticas permitem um calendário diferenciado para a produção de sementes.

Mais de 50 mil hectares cultivados                                                           

Dados da Adapec mostram que, em 2025, o sistema reuniu 93 propriedades cadastradas e alcançou uma área cultivada de 50.364 hectares. Durante toda a safra, a agência realizou monitoramento semanal das lavouras para controle fitossanitário e acompanhamento de possíveis focos de pragas e doenças.

As áreas autorizadas para esse modelo de produção estão localizadas nos municípios de Lagoa da Confusão, Formoso do Araguaia, Pium, Cristalândia, Santa Rita do Tocantins e Dueré, considerados polos agrícolas das várzeas tropicais tocantinenses.

Controle da ferrugem asiática

Uma das principais preocupações do setor é o combate à ferrugem asiática da soja, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi e considerada uma das mais severas da cultura.

A doença se espalha rapidamente pelo vento e pode provocar desfolha precoce das plantas, comprometendo a formação dos grãos e reduzindo significativamente a produtividade das lavouras.

Por isso, o cultivo excepcional nas planícies tropicais é acompanhado por protocolos específicos de monitoramento e controle fitossanitário, com fiscalização permanente dos órgãos de defesa agropecuária.

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