Não gostou
Nos bastidores, a informação é de que o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) não teria gostado do encontro entre o vereador Vinícius Pires (Republicanos) e o deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB), em Brasília. Os dois estiveram no Tribunal de Contas da União (TCU) e almoçaram juntos para tratar da terceirização das UPAs de Palmas, embora integrem grupos políticos distintos. À FolhaG, Vinícius afirmou que foi procurado pelo deputado e disse não ver problema no diálogo, já que as unidades receberam recursos federais. Segundo ele, a viagem à capital federal teve como objetivo apresentar denúncia sobre o caso ao TCU. Na sequência da agenda, o vereador esteve em Itatiba (SP), a convite do presidente da Câmara Municipal, David Bueno (Solidariedade), onde apresentou detalhes sobre a contratação da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba para administrar as UPAs de Palmas. O contrato, de R$ 139 milhões, é alvo de investigação da Polícia Civil na Operação Falsa Emergência, que resultou na prisão da então secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski; do então superintendente da pasta, Andreis Vicente; e de Cláudia Fernanda, apontada pela investigação como lobista da negociação. Vinícius Pires tem sido o calcanhar de Aquiles na gestão do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos).
Sem vínculos
Embora seja filiado ao Republicanos, partido do governador, Vinícius Pires tem atuado com autonomia em seu primeiro mandato. Nos bastidores, costuma dizer que não faz distinção entre aliados e adversários quando o assunto é fiscalização e interesse público.
Favoritos de Lelei
De olho em 2026, Wanderlei Barbosa trabalha para ampliar sua bancada na Assembleia Legislativa e busca eleger o maior número de deputados estaduais. Vinícius Pires é um dos que Wanderlei tem interesse em eleger, conforme bastidores, até para remover um potencial adversário nas eleições de 2028. Além de Vinícius Pires, os favoritos são seus compadres Kátia Chaves e Eduardo Fortes, ambos do Republicanos. Sem contar que Wanderlei já conta com a reeleição do filho deputado Léo Barbosa (Republicanos). Outro candidato favorito de Wanderlei é o ex-secretário da Educação, Fábio Vaz (Republicanos), pré-candidato a deputado federal. Também circulam comentários sobre uma possível tentativa de viabilizar o sobrinho do governador, Atos Gomes, como pré-candidato a vice-governador. Antes, ele era cotado para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Dimas e Odirley

Nos bastidores, circula a informação de que Ronaldo Dimas (Podemos) teria sondado Odirley Valcari, presidente estadual do Progressistas, para compor como suplente em uma eventual chapa ao Senado. A aproximação poderia fortalecer o projeto em municípios (cerca de 35 colégios eleitorais) onde o grupo político da deputada Janad Valcari já possui presença consolidada. O entrave seria jurídico. Como o PP é federado ao União Brasil, partido que tem como pré-candidato ao Senado o deputado federal Carlos Gaguim, há dúvidas sobre a viabilidade da composição. Enquanto isso, os dois já foram vistos conversando durante um café em Palmas.
Professora Lu
Especula-se que caso assuma a vaga da senadora Dorinha Seabra (União Brasil), a professora Lu (União Brasil), poderá trocar de partido. Nos bastidores, o destino mais comentado é o PSB, legenda com a qual mantém boa interlocução em Brasília e onde tem ampliado o diálogo. Professora Lu inclusive tem frequentado secretarias e ministérios ligados ao PSB.
Agência de Laurez
Há rumores de mudanças no comando do marketing da pré-campanha do vice-governador Laurez Moreira (PSD). A movimentação teria ganhado força após Mauro Carlesse (PSD) retirar sua pré-candidatura ao Senado. A agência de Elaine Menezes, que atendia Carlesse e também havia assumido a comunicação de Laurez, pode deixar o projeto. A expectativa é de uma reformulação com a entrada definitiva do PT na aliança.
Mãe é mãe
A decisão da ex-senadora Kátia Abreu (PT) de não disputar cargos majoritários em 2026 passa pela prioridade dada aos projetos políticos dos filhos. Apesar das especulações sobre uma candidatura ao Governo ou ao Senado, interlocutores afirmam que essa possibilidade nunca avançou dentro da família. Apesar da grande identificação com o presidente Lula, Kátia colocou os filhos em primeiro lugar. Iratã Abreu (PSDB) disputará uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto o senador Irajá (PSD) buscará a reeleição. Kátia deve concentrar esforços na campanha do presidente Lula no Tocantins, sem pretensões eleitorais próprias.
Aliança PSD e PT
A negociação entre PSD e PT avança e a tendência é que os petistas indiquem uma mulher para compor como vice na chapa de Laurez Moreira. A preferência é por um nome sem mandato eletivo e fora da política tradicional, facilitando a construção da candidatura durante a campanha. Resta saber como o eleitorado mais conservador, tradicionalmente ligado ao vice-governador, receberá a aliança.
Carlesse estadual
Depois de desistir da disputa por uma vaga na Câmara Federal, anunciar pré-candidatura ao Senado e, posteriormente, abandonar esse projeto, Mauro Carlesse (PSD) agora mira uma cadeira na Assembleia Legislativa. Nos bastidores, o objetivo seria disputar futuramente a presidência da Casa, cargo que já ocupou. O primeiro desafio, porém, será a definição sobre sua situação de elegibilidade na Justiça Eleitoral.
Modus operandi
Um certo parlamentar federal do Tocantins, um tanto desinformado, “pediu a cabeça” de uma jornalista por não ter gostado de uma reportagem escrita para um site de notícias do Estado. Só que o parlamentar foi informado que a jornalista já não faz parte do órgão em que trabalhava porque decidiu sair do cargo público para se dedicar ao próprio site de notícias, inclusive fez questão de noticiar o seu desligamento. É lamentável que políticos no Tocantins ainda se utilizem de perseguição por interesses próprios, enquanto deveriam zelar pelos recursos públicos e não se envolver em escândalos de corrupção investigados pela Polícia Federal. O tempo passa e os modus operandi são os mesmos: tentar transferir para profissionais da imprensa o desconforto provocado por reportagens, em vez de responder aos fatos que motivam a cobertura.








