Pai e madrasta de menino de 3 anos são presos por suspeita de envolvimento na morte da criança em Palmas

Prisão preventiva foi decretada um dia após pedido da Polícia Civil. Laudo do IML descartou afogamento e apontou que a vítima morreu em decorrência de múltiplas agressões e violência sexual

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O pai e a madrasta de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, foram presos na madrugada desta quinta-feira, 6, em Palmas, suspeitos de envolvimento na morte da criança. Os mandados de prisão preventiva contra o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram cumpridos um dia após o delegado Eduardo Menezes, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), solicitar as prisões à Justiça.

O casal foi localizado na casa de um amigo, onde estava hospedado. Segundo a Polícia Civil, ao perceber a chegada dos agentes, ambos acionaram a defesa, que comunicou à DHPP que eles se apresentariam para o cumprimento dos mandados. Após passarem por exames no Instituto Médico Legal (IML), Igor foi encaminhado à unidade prisional masculina e Kathellen à unidade prisional feminina.

Em nota, a defesa de Igor Gustavo afirmou que o advogado colaborou com as investigações desde o início e que a apresentação para o cumprimento da prisão preventiva havia sido previamente ajustada após a expedição da ordem judicial. Os advogados sustentam que não houve captura após buscas e informaram que não comentarão o mérito da investigação em razão do sigilo do inquérito.

O advogado Igor com o filho Gustavo, de 3 anos, vítima de agressões que levaram à morte da criança quando passava o fim de semana sob cuidados do pai. Foto: Montagem FolhaG

O caso começou a ser investigado na segunda-feira (3), quando Igor procurou a polícia e informou que o filho teria morrido após um suposto afogamento na piscina da residência. O laudo necroscópico, porém, descartou essa hipótese e concluiu que Gustavo morreu em decorrência de múltiplas agressões e violência sexual. O exame apontou hemorragia interna, diversas lesões pelo corpo, marcas de agressões na face e laceração intestinal. Exames complementares para pesquisa de sêmen, álcool e drogas ainda serão incorporados ao inquérito.

As investigações também apuram o histórico da convivência entre a criança e o pai. Segundo advogados da mãe, Sabrina da Silva Feitosa, havia disputas judiciais entre o ex-casal e relatos de que o menino retornava das visitas com machucados. A defesa da mãe afirma que ela mantinha o regime de convivência para evitar eventual acusação de alienação parental. A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento para esclarecer a dinâmica do crime e a participação de cada um dos investigados.

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