Dorinha amplia articulações para 2026 e diz que não é candidata de Wanderlei, Gomes ou Gaguim: “Sou a candidata do Tocantins”, afirma

Senadora não confirma lançamento da pré-candidatura no dia 27, comenta disputa com Amélio Cayres, revela conversas com parlamentares e afirma que Moisemar Marinho e Nilton Franco demonstraram interesse em se filiar ao União Brasil

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A senadora professora Dorinha Seabra (União Brasil) afirmou nesta segunda-feira (9), que não é a candidata do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), do senador Eduardo Gomes (PL) ou do deputado federal Carlos Gaguim (União Brasil), estes últimos pré-candidatos a senador em sua chapa, ressaltando que seu projeto político não pertence a nenhum grupo específico. A declaração foi dada durante entrevista à rádio Hits FM, ao responder a uma pergunta da Folha do Girassol sobre a possibilidade de uma declaração formal de apoio do governador ao seu projeto eleitoral, em um evento político previsto para o dia 27 de março.

Questionada se já existe entendimento para que o governador declare apoio oficial à sua pré-candidatura durante o evento, considerando que o partido de Wanderlei tem como pré-candidato o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres (Republicanos), Dorinha afirmou que a data ainda está em análise e que a construção do ato político depende de alinhamento entre os partidos aliados. E foi categórica: “Eu não sou a candidata do governador Wanderlei, nem do Eduardo Gomes, nem do Gaguim, nem de mais de 100 prefeitos que querem me apoiar. Eu sou a candidata do Tocantins. Meu nome está à disposição com minha história e com meu trabalho”.

Segundo a senadora, a proposta é realizar um encontro amplo das siglas que estiveram unidas nas eleições anteriores, como PL, PP, Republicanos e União Brasil, além de outras legendas que participam das articulações políticas. “Esse evento não está fechado. Queremos fazer um evento político, não é da professora Dorinha, é do grupo de base dos partidos que ficaram aliados na campanha. Pensar no dia 27 é porque no dia 4 de abril termina o período das filiações, então o evento tem uma natureza política e a data vai ser fechada de maneira articulada com todos os presidentes”, afirmou.

 “Sou a candidata do Tocantins”

Logo após afirmar que é a candidata do Tocantins, Dorinha também fez questão de reforçar que a construção de uma candidatura competitiva exige ampla legitimidade política e da sociedade. “Eu só tenho o meu voto garantido. Eu brinco que nem do meu marido eu tenho certeza do voto”, disse, em tom descontraído.

Segundo ela, o apoio do governador e de outras lideranças será importante, mas a consolidação do projeto dependerá do diálogo político e da aceitação popular. “Eu quero muito todos os votos, todos os apoios”, complementou.

Senadora diz que evento político ainda depende de articulação entre partidos aliados e reforça respeito à pré-candidatura de Amélio Cayres. Foto: Reprodução Folha G

Respeito a Amélio Cayres

Ao comentar a pré-candidatura de Amélio Cayres ao Palácio Araguaia, Dorinha classificou a movimentação como legítima e natural dentro do processo político. “Ele tem uma história, foi prefeito, deputado estadual por vários mandatos e hoje é presidente da Assembleia. É natural que as pessoas coloquem seus nomes. O processo de amadurecimento e de aceitação dos nomes é que vai definir quem segue para a disputa”, avaliou.

A senadora também não descartou a possibilidade de composição política com o parlamentar ao ser indagada se Amélio poderia ser vice na sua chapa (embora o próprio Amélio já tenha declarado que não tem intenções de ser vice na chapa). “É uma questão de construção política. Não tenho nenhuma dificuldade. Respeito muito a história dele e o trabalho que ele tem”, afirmou Dorinha.

Articulação com deputados

Um dos pontos relevantes da entrevista foi a confirmação de que a senadora já iniciou conversas individuais com deputados estaduais para fortalecer a base política de sua pré-candidatura. Dorinha disse que tem conversado com alguns deputados estaduais e citou nominalmente os deputados Moisemar Marinho (PSB), Nilton Franco (Republicanos), além de Vanda Monteiro (União Brasil) que já é do seu partido. Segundo ela, Moisemar e Nilton estão entre os parlamentares com quem mantém diálogo. “A Vanda já está no União Brasil. O Moisemar e o Nilton já demonstraram interesse em vir para o União. A discussão com eles deve acontecer nesse sentido”, revelou.

Dorinha afirmou ainda que o próprio governador Wanderlei Barbosa sugeriu a intensificação do diálogo entre os partidos aliados para organizar a base política. Segundo ela, a construção de uma candidatura competitiva exige que todos os envolvidos se sintam representados no projeto. “Não adianta ter muitos apoiadores se eles não se enxergam dentro do projeto ou não percebem condições reais de disputar a eleição”, pontuou. Afirmou ainda que não irá “tomar nenhuma decisão sozinha em relação a deputados com mandatos que vão entrar”. Ela também ressaltou a importância de dar espaço à pré-candidatos sem mandato, “com condição de eleição”.

A senadora afirmou que há diversos nomes interessados em disputar as eleições e que a definição das candidaturas será construída coletivamente dentro do grupo político. Entre os nomes citados por ela estão Nilmar Ruiz, Dulce Miranda e o prefeito de Colinas Kasarin, que aparecem nas articulações partidárias.

Em tom descontraído, senadora afirma que nem o voto do marido está assegurado e defende candidatura construída “com o Tocantins”. Reprodução: Folha G

Projeto político

Ao falar sobre o projeto de governo, a senadora afirmou que tem se dedicado a estudar os desafios e avanços do Tocantins para formular propostas que respondam às demandas do estado.

Natural de Goiás, Dorinha lembrou sua trajetória desde que chegou ao Tocantins na década de 1990, quando morou em cidades como Arraias e Porto Nacional antes de se estabelecer em Palmas. “Eu apostei no Tocantins. Vim com meus filhos pequenos, hoje sou avó. Amo esse estado e quero vê-lo cada dia melhor para os nossos filhos e netos”, disse.

A parlamentar destacou ainda que pretende construir um plano de gestão com especialistas, técnicos e lideranças políticas, priorizando continuidade de ações que funcionam e mudanças em áreas que precisam avançar. “É um estado jovem, mas com muitos desafios. Precisamos de uma gestão consolidada democraticamente e com forte aceitação da população para enfrentar os problemas e estruturar projetos importantes”, concluiu.

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