O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), deputado Amélio Cayres (Republicanos), traz à tona bastidores de um dos momentos mais delicados da política tocantinense ao revelar que foi procurado para conduzir um cenário que poderia levá-lo ao comando do Palácio Araguaia, no final de 2025.
“Me disseram: ‘tem dois impeachment. O que se deve fazer é reunir os colegas, impichar os dois e assumir o Palácio’, disse Amélio, afirmando que rejeitou articulações para chegar ao poder por princípios familiares e pela manutenção da estabilidade institucional no Tocantins. “Não foi esse o princípio moral que meus pais me ensinaram”, destacou Amélio.
A declaração foi feita durante homenagem na Câmara Municipal de Gurupi, onde o parlamentar recebeu moção de aplausos. No discurso, Amélio afirmou que, à época, foi informado sobre a existência de dois pedidos de impeachment: um contra o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), afastado do cargo no contexto da Operação Fames-19, e outro contra o então governador interino, Laurez Moreira (PSD).
Segundo o deputado, a orientação que recebeu nos bastidores foi de reunir apoio entre os parlamentares, aprovar os dois processos e assumir o comando do Estado. A possibilidade, no entanto, foi descartada pelo parlamentar. “Dois pedidos de impeachment e sequer analisei”, reforçou.

Amélio reforçou que não cogitou, em nenhum momento, tirar proveito político da crise. “Jamais optei por esse caminho. Não pisaria em ninguém para construir meu próprio projeto”, disse.
De acordo com o presidente da Aleto, a escolha foi por preservar a estabilidade do Estado, evitando aprofundar a crise política e institucional. Ele destacou que a condução adotada buscou garantir segurança jurídica e continuidade administrativa em um momento sensível.
O parlamentar também saiu em defesa da gestão estadual, ao citar o nível de aprovação do governador Wanderlei Barbosa em mais de 70% e sua proximidade com a população. Amélio revelou que é um “cidadão sonhador” e avalia que é preciso trabalhar muito pelo Estado. Para ele, o foco deve estar no desenvolvimento do Tocantins, com diálogo e participação popular.
“Não podemos construir nenhum projeto político sem ouvir a nossa gente”, enfatizou. Finalizando o discurso o pré-candidato ao governo diz que “se for o propósito de Deus quer continuar. Se não der certo, agradeço a Deus também. Nada acontece por acaso”, ressaltou.

repercussão sobre bastidores da política no Tocantins. Reprodução Folha G
Viralizou
O discurso ganhou grande repercussão após ser publicado no Instagram da Folha do Girassol nesta quarta-feira (18). O vídeo rapidamente viralizou, sendo replicado por páginas de notícias e influenciadores, ampliando o alcance das declarações e ampliando o debate sobre os bastidores do poder e da política no Estado.







