Megaoperação contra o PCC cumpre 320 mandados em seis estados e prende 129 suspeitos

Operação Coluna Sul mobiliza mais de 650 agentes contra integrantes da facção investigados por tráfico de drogas, homicídios, organização criminosa e porte ilegal de armas

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Uma megaoperação interestadual contra o Primeiro Comando da Capital, o PCC, mobilizou centenas de agentes de segurança pública nesta quarta-feira (1º) em seis estados brasileiros.

Batizada de Operação Coluna Sul, a ação é coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas, o Gaeco, do Ministério Público de Santa Catarina.

Ao todo, são cumpridas 320 ordens judiciais, sendo 151 mandados de prisão temporária e 169 mandados de busca e apreensão.

Até a última atualização divulgada pelas autoridades, 129 pessoas haviam sido presas. Desse total, 110 prisões ocorreram em Santa Catarina, enquanto as demais foram registradas em outros estados.

Mandados são cumpridos em seis estados

As ordens judiciais foram expedidas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas de Santa Catarina.

A operação ocorre simultaneamente em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

Em território catarinense, as diligências abrangem pelo menos 28 municípios. A força-tarefa busca atingir integrantes da facção que atuariam tanto fora quanto dentro do sistema prisional.

De acordo com as investigações, alguns dos alvos seriam responsáveis por transmitir ordens de lideranças instaladas em São Paulo para integrantes do grupo criminoso em Santa Catarina.

Operação mobiliza mais de 650 agentes

A Operação Coluna Sul é considerada a maior ação já realizada pelo Gaeco de Santa Catarina.

Participam da mobilização 103 integrantes dos grupos de combate ao crime organizado e aproximadamente 552 agentes de diferentes forças de segurança pública.

A estrutura empregada inclui 198 viaturas e dois helicópteros, utilizados para apoiar o cumprimento dos mandados e o deslocamento das equipes.

A operação busca desarticular núcleos de comando, interromper a comunicação entre integrantes da facção e reunir novas provas sobre a atuação do grupo no Sul e no Centro-Oeste do país.

Suspeito morre após confronto no Paraná

Durante uma das diligências realizadas no Paraná, agentes do Gaeco foram recebidos a tiros por suspeitos, segundo informações divulgadas pelas autoridades.

Houve confronto, e um homem apontado como integrante da facção foi atingido e morreu.

De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina, o suspeito teria disparado contra os policiais utilizando uma pistola equipada com seletor de rajada.

Não foram divulgadas informações sobre agentes feridos durante a ação.

Investigação começou em 2021

A Operação Coluna Sul é um desdobramento das investigações iniciadas durante a Operação Maserati, deflagrada em fevereiro de 2021.

Os investigados são suspeitos de envolvimento em crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, homicídios e porte ilegal de armas de fogo.

As autoridades apuram a estrutura hierárquica da facção, sua forma de atuação dentro dos presídios e os mecanismos utilizados para coordenar atividades criminosas em diferentes estados.

Nome da operação faz referência à estrutura do PCC

O nome Coluna Sul faz referência à denominação que, segundo as investigações, seria utilizada pelo próprio PCC para identificar o conjunto formado pelos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

A região é considerada estratégica para a expansão territorial da organização criminosa e para o controle de rotas utilizadas no tráfico de drogas e em outras atividades ilegais.

Apesar de Mato Grosso aparecer na divisão territorial atribuída à facção, o estado não está entre os locais onde os mandados desta etapa da operação são cumpridos.

Materiais serão submetidos à perícia

Os materiais apreendidos durante as buscas serão encaminhados à Polícia Científica de Santa Catarina.

Os equipamentos, documentos e demais evidências passarão por exames periciais, respeitando os procedimentos destinados à preservação da cadeia de custódia.

Após a elaboração dos laudos, o conteúdo será analisado pelo Gaeco para dar continuidade às investigações conduzidas pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital.

As autoridades ainda poderão divulgar novos balanços sobre prisões, apreensões e possíveis desdobramentos da operação ao longo do dia.

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