Recado

Os grupos de whatsapp estão repercurtindo um áudio do coronel Marcio Barbosa (União Brasil), candidato a deputado federal, endereçado ao também candidato Fábio Vaz, o Fabinho (Republicanos). Na gravação, Barbosa pede que o adversário pare de procurar suas lideranças para dizer que ele não é candidato. “Eu queria te pedir que parasse de mentir que eu não sou candidato. Eu sou candidato, você sabe muito bem que eu sou candidato, recorri ao TSE, não fiz nada de errado, eu estava cumprindo o ato de serviço e o meu advogado no TSE tem plena certeza que eu vou ganhar”, dispara Coronel Barbosa a Fabinho. No fim do áudio, o coronel sobe o tom: “Eu vou pedir só que você pare com isso. Toque sua campanha e deixa eu tocar a minha”.
No TSE
Enquanto mantém a campanha, coronel Barbosa aguarda o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre sua candidatura à Câmara dos Deputados. O registro foi indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), por 4 votos a 3, em processo relacionado ao prazo de desincompatibilização. Barbosa deixou o comando da Polícia Militar em 31 de março. Em abril, já fora do cargo, participou em São Paulo de uma cerimônia de entrega da Medalha Tiradentes ao governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos).
O Ministério Público Eleitoral apura se o coronel continuou usando a estrutura da PM para promoção política. Inclusive nessa viagem, Barbosa grava um vídeo com Tarcísio em que prefeito pede voto pro coronel.
Prometeu e não cumpriu

Nos bastidores circula a informação de que o senador Eduardo Gomes (PL), candidato à reeleição, teria prometido R$ 3 milhões para o deputado federal Filipe Martins (PL), candidato a reeleição, e R$ 3 milhões para o candidato a deputado federal Maurício Buffon (PL). Mas o acordo não foi cumprido. Gomes repassou o valor acordado de R$ 3 milhões para Filipe, mas descumpriu com Buffon, repassando apenas R$ 1 milhão, o que teria causado insatisfação no candidato.
Fora da lista

O deputado federal Eli Borges (Republicanos) ficou fora da lista de candidatos ao Senado apoiados publicamente por Flávio Bolsonaro (PL) no Tocantins. O presidenciável escolheu o senador Eduardo Gomes (PL) e o deputado federal Carlos Gaguim (União Brasil) para receber seu apoio no Estado.
Nos bastidores do PL nacional, segundo apuração da Folha G, a escolha provocou questionamentos entre integrantes do PL nacional que esperavam que Eli estivesse entre os nomes apoiados. O episódio chama atenção porque Eli é uma das principais vozes da direita tocantinense na Câmara dos Deputados e mantém proximidade com setores conservadores.
Voto útil?
Há, nos bastidores, a leitura que existe uma tendência de parte do eleitorado identificado com a esquerda no Tocantins avalia migrar o voto para a candidata Professora Dorinha (União Brasil), ainda no primeiro turno, mesmo com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Laurez Moreira (PSD). A movimentação alcançaria setores sindicais, professores e integrantes de partidos de esquerda, inclusive do PT, que se identificam com pautas progressistas. O cenário mostra que esses grupos não se identificam com o Laurez e não acreditam na vitória dele. É o fenômeno do voto útil já batendo na porta ainda no primeiro turno.
Calote?

A ex-senadora Kátia Abreu (PT) não pagou sua equipe de comunicação e marketing que atua na campanha coordenada por ela “Tocantins com Lula”. A equipe estaria com pagamentos atrasados desde agosto, segundo informações obtidas pela Folha G. A versão que circula nos bastidores é de que recursos enviados pelo PT nacional ao diretório estadual não teriam sido repassados para bancar a estrutura da campanha paralela de apoio a Lula. Os recursos teriam sido direcionados pelo presidente do partido Nille William a candidatos do partido no Estado. Kátia também não estaria satisfeita com o resultado do trabalho da equipe e estuda mudar de agência para o segundo turno.
Caça ao voto

As campanhas de Professora Dorinha (União Brasil) e Vicentinho Júnior (PSDB) já trabalham com estratégias específicas para os últimos dias da eleição. Dorinha deve concentrar foco nas grandes cidades, onde há maior número de indecisos. A estratégia passa pelo corpo a corpo, agendas nas principais cidades e tentativa de conquistar o voto do eleitor indeciso.

Cola perigosa
Do lado de Vicentinho, a estratégia também prevê maior presença nas grandes cidades, mas com outro foco. A campanha pretende explorar os pontos fracos da atual gestão estadual e associar o governador Wanderlei Barbosa à candidatura de Dorinha.
Segundo aliados do candidato, saúde e segurança pública devem estar entre os principais temas utilizados para questionar resultados da atual administração e tentar levar esse debate para a campanha de Dorinha.
Oposição a Eduardo

Tudo levar a crer que a oposição na Câmara Municipal ao prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos) deve aumentar após o período eleitoral. . Segundo apuração da Folha G, vereadores que hoje integram a base do prefeito avaliam que o alinhamento com o Executivo reduziu o espaço para atuação política junto às próprias bases eleitorais. Isso significa não ter espaço para mostrar trabalho junto ao eleitor, de cobrança das ações do executivo.
Atualmente, a oposição é formada por Vinícius Pires (Republicanos), Débora Guedes (PL) e Thamires, do Coletivo Somos. Nos bastidores, a estimativa é de que esse grupo possa chegar a oito vereadores. Com o fim da eleição presidencial e estadual o foco passa a ser o processo eleitoral de 2028 e campanha municipal. Conforme apurou a Folha G, Eduardo está ciente de que irá enfrentar desafios e sofrer com a oposição.








