Viagens ao Catoá I
Repercutiu negativamente, nos bastidores da política, a postura do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), se divertindo no Catoá, no momento considerado decisivo de articulação política para definição do vice da chapa da senadora Dorinha (União Brasil), pré-candidata ao governo. Em plena terça-feira (22) Wanderlei, acompanhado da primeira-dama Karynne Sotero, gravou vídeo cantando em karaokê, publicado no instagram, enquanto Dorinha estava em Palmas reunida com o deputado Léo Barbosa (Republicanos), filho do governador. Entre os assuntos da conversa estavam a coordenação da campanha e a escolha do vice. Léo Barbosa, que busca a reeleição para a Assembleia Legislativa, tem interesse na vitória de Dorinha, já que espera seu apoio para uma eventual candidatura à presidência da Aleto.
Viagens ao Catoá II
A informação é que após o episódio Wanderlei teria sinalizado a Dorinha que aquela viagem, que já estava programada, com a família da primeira-dama, seria uma das últimas ao Catoá durante o período de articulação eleitoral e da campanha. A expectativa, entre aliados, é que Wanderlei passe a acompanhar mais de perto a pré-campanha de Dorinha e reduza as ausências em momentos considerados estratégicos, evitando ruídos sobre um eventual afastamento entre os dois.

Secretariado
Conforme apurou a FolhaG, Wanderlei Barbosa deve reunir integrantes do primeiro, segundo e terceiro escalões do governo para pedir apoio político à pré-candidatura de Dorinha ao Governo. A reunião deve ocorrer a partir da próxima terça-feira. Até o momento, segundo relatos feitos em off à FolhaG, alguns secretários ainda não teriam recebido orientação direta para atuar no processo eleitoral em favor da senadora.
Quem será o vice?
A escolha do vice de Dorinha segue entre os principais assuntos das articulações políticas. Pelo Republicanos, alguns nomes são cotados para a composição. Além de Atos Gomes, aparecem nas conversas o coronel Márcio Barbosa e o deputado Eli Borges. Caso um dos três seja escolhido, perde força a possibilidade de a vaga ficar com um nome da região norte do Estado. Havia expectativa de que a primeira-dama de Araguaína, Ana Paula Rodrigues, pudesse ser indicada. O nome, segundo informações de bastidores, teria sido bem recebido pelo governador, mas ela não quis entrar para a disputa. Caso Eli Borges seja escolhido, reduz a disputa interna da chapa, que hoje tem quatro pré-candidatos ao senado. Após o ato político realizado em Araguaína, no dia 15 de julho, Dorinha afirmou à Folha G sua pretensão em anunciar o nome do vice até o fim de julho, após concluir as reuniões com o grupo político.
Eli na vice
A hipótese do deputado Eli Borges recuar de disputar o senado para concorrer como vice, implica alguns fatores. O primeiro é que a candidatura ao Senado atende a um pedido do Republicanos nacional, especialmente após Wanderlei Barbosa abrir mão de disputar o cargo. Além disso, a vice-governadoria é vista como uma posição de menor protagonismo eleitoral e com dinâmica diferente da disputa pelo Senado, principalmente em relação à liberação de recursos. A escolha também poderia ter reflexos na candidatura do filho de Eli, vereador de Palmas, Tiago Borges, que busca uma vaga na Assembleia Legislativa.

Com Lula
O vice-governador e pré-candidato ao Governo, Laurez Moreira (PSD), confirmou presença na convenção nacional que deverá oficializar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição, no dia 2 de agosto, em São Paulo. A presença reforça a aproximação entre PT e PSD e o alinhamento do grupo de Laurez com o projeto de reeleição de Lula no Tocantins.
Insatisfeito
O pré-candidato a deputado federal Alfredo Júnior estaria insatisfeito com o Republicanos. Segundo informações de bastidores, ele estaria se sentindo escanteado e reclamando da falta de espaço nos eventos do partido, em comparação com outros nomes que também disputam espaço na chapa para a Câmara Federal, entre eles Fábio Vaz, Lucas Campelo e o deputado Ricardo Ayres.
“Só depende dele”
O vice-governador Laurez Moreira, presidente estadual do PSD e pré-candidato ao governo do Tocantins, afirmou que a reaproximação do senador Irajá (PSD) com o grupo depende do próprio parlamentar. A declaração foi dada em resposta a uma pergunta da Folha do Girassol sobre a ausência de Irajá na coletiva de imprensa e se esse distanciamento significava que eles andariam separados na campanha ou ajustariam os ponteiros até a convenção, marcada para 4 de agosto. “Só depende dele”, afirmou Laurez. O vice-governador reforçou que é “uma pessoa de diálogo” e de estar junto. “Ele faz parte do partido”, e completou: “jamais serei obstáculo à campanha de ninguém”.

Irajá com Vicentinho
Nos bastidores do PSD, é comentada a possibilidade de o senador Irajá (PSD), que não se entende com seu grupo político, buscar espaço na chapa do pré-candidato ao Governo Vicentinho Júnior (PSDB) após as convenções. A movimentação, no entanto, não seria bem recebida pelo grupo do tucano. Parte dos aliados de Vicentinho estaria resistente à presença de Irajá, sob o argumento de que o senador poderia levar desgaste à chapa por ser “Abreu”, sem agregar, na avaliação desses aliados, tempo de televisão ou recursos partidários. Iratã Abreu (PSDB), irmão de Irajá, já integra o grupo de Vicentinho como pré-candidato a deputado federal. A avaliação de aliados, porém, seria de que o empresário teria um “peso” político diferente do irmão na composição. Em resumo, Iratã não seria “pesado” como Irajá.







