EXCLUSIVO: Após fala de Wanderlei, Júnior Geo cobra Amélio e quer impeachment na pauta da Assembleia: “Tem que pautar”

Em entrevista exclusiva à Folha do Girassol, autor de pedido de impeachment, Júnior Geo afirma que a declaração do governador exige resposta da Aleto e promete pressionar presidência da Casa

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A repercussão da entrevista do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) ganhou um novo desdobramento nesta quarta-feira (26). Em entrevista exclusiva à Folha do Girassol, o deputado estadual Júnior Geo (PSDB) afirmou que vai cobrar do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres (Republicanos), a inclusão na pauta do pedido de impeachment contra o chefe do Executivo.

Um dos pedidos de impeachment foi protocolado pelo próprio Geo, à época em que Wanderlei estava afastado do cargo, no contexto da Operação Fames-19, que apura desvios de recursos destinados à distribuição de cestas básicas durante a pandemia. “Eu não sei se o presidente da Assembleia chegou a arquivar. Eu não vi nenhum posicionamento nesse sentido. Que eu saiba, ainda está na mesa dele pra definir o rumo que vai dar”, afirmou.

A movimentação ocorre após Wanderlei tornar público um acordo político com a senadora Dorinha Seabra (União Brasil) para as eleições de 2026, além de declarar que o Republicanos não terá candidato ao governo. O governador chegou a dizer que não recua de compromissos assumidos. Também indicou que o Republicanos deve focar na disputa ao Senado, vice-governadoria e na chapa proporcional.

Para Geo, esse cenário exige uma resposta da Assembleia. “Vou cobrar que o presidente Amélio paute o pedido de impeachment”, afirmou à reportagem. “Não dá pra ficar passando pano quente e achar que está tudo certo porque retornou ao poder, retornou de que forma?”, questiona.

Declaração de Wanderlei

Para Júnior Geo, esse tipo de declaração levanta dúvidas sobre os bastidores da decisão que reconduziu Wanderlei ao poder. “Agora, é estranho esses acordos combinados… a gente fica se perguntando qual foi o custo, qual foi o preço pago”, indaga.

O deputado Júnior Geo foi ainda mais incisivo ao levantar a hipótese de influência externa no processo, ao afirmar: deram acesso apenas para intermediar para argumentar ou de fato foi algum filho de ministro que possibilitou um acesso de forma diferente pra resultado favorável ao retorno”, em referência ao retorno de Wanderlei Barbosa ao cargo, por decisão ministro Kássio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou sua recondução ao governo do estado. Segundo Geo, não importa como foi feito: “Quem paga essa conta somos nós, são os impostos da população”, ressaltou.

“Os desvios aconteceram, tanto que levaram à intervenção da Polícia Federal e ao afastamento do governador”, enfatizou.

Críticas ao governo

Ele também criticou os gastos do governo, citando valores elevados com eventos e questionando a destinação de recursos públicos. “Estamos falando de mais de R$ 400 milhões gastos em shows. É um volume significativo. Isso precisa ser questionado.”

“Escutei prefeitos relatarem que, em datas festivas, o que mais aparecia eram tentativas de encaixar shows pagos com recursos do Estado, por meio de emendas parlamentares, nem que fosse por uma hora ou até de madrugada,  apenas para fazer rolo com recurso público. Foi isso que o governador fez. Esse caso já foi apontado e está sob investigação. São tantas investigações que causam vergonha”, ressaltou.

O deputado Júnior Geo afirmou ainda que havia expectativa de uma condução diferente do governador Wanderlei Barbosa, já que é “uma pessoa da terra”, citando como referência a trajetória do pai, Fenelon Barbosa, ligada à formação de Palmas e do Tocantins. Segundo Geo, no entanto, o atual governo seguiu outro caminho, e declarou que Wanderlei “se deixou levar pela corrupção, de forma desenfreada”, frustrando a confiança depositada e o histórico que carregava. “Porque foi isso que aconteceu e muitos se calam por interesse particular”, afirmou.

“Não dá pra ficar em cima do muro”

Ao final, Geo deixou claro que pretende avançar na cobrança e que irá verificar qual foi o encaminhamento dado pela presidência da Assembleia ao pedido de impeachment.

“Eu vou verificar o que o presidente fez. E essa cobrança pode ter certeza que eu vou fazer, nós precisamos dar prosseguimento”, garantiu. O deputado também endureceu o discurso: “O presidente tem que assumir o seu papel. O cargo de presidente da Assembleia traz ônus e traz bônus. Ele (Amélio) tem decisões que ele tem que tomar. Não dá pra ficar em cima do muro”, afirmou Geo.

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