“Republicanos não terá candidato ao governo”, afirma Wanderlei ao assumir compromisso com Dorinha e declarar apoio a Amélio se for para o Senado

Governador detalha origem do acordo com senadora, cita articulação de Amélio Cayres e define estratégia eleitoral do partido: ter candidato ao Senado e vice-governador na majoritária, eleger sete deputados estaduais e três federais

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O Republicanos, partido governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres, está fora da disputa ao Governo em 2026. “Esse ano o Republicanos não tem candidato ao governo”, nessa declaração o governador foi categórico ao retirar o partido da disputa. Sem cabeça de chapa, a legenda passa a operar em duas frentes: a vaga ao Senado e a indicação para vice-governador. “Nós queremos ter um candidato ao Senado e pelo tamanho do partido, nós vamos lutar para ter um candidato a vice-governador”, afirmou Wanderlei.

A entrevista do governador Wanderlei Barbosa ao Portal Atitude Tocantins nesta terça-feira (25) expôs, sem rodeios, o eixo central da estratégia política do seu grupo para 2026. Segundo Wanderlei, o compromisso com Dorinha Seabra (União Brasil) não é recente. Mais do que anunciar uma posição, Wanderlei fez questão de explicar a origem do compromisso e trouxe para o centro da construção o deputado Amélio Cayres.

“Eu tenho um compromisso feito com a senadora professora Dorinha. Esse compromisso foi feito com a provocação feita a mim pelo presidente Amélio. Ele me ligou, junto com o deputado Vilmar de Oliveira, e disse: ‘governador, faça o compromisso que precisar fazer para retornar ao governo’. E nós fizemos esse compromisso. E ele sabe disso e não nega”, reforçou.

Compromisso assumido

Wanderlei ressaltou que não pretende recuar de acordos políticos firmados. “Eu não vou fazer um compromisso e fazer de conta que não fiz.” Ele também fez questão de destacar a relação de reciprocidade entre os principais nomes da base, incluindo Dorinha e Amélio.

“Não quero ir para ir para um movimento político com setores dele insatisfeitos, mas vou trabalhar o ajustamento”, disse o governador.

“A senadora Dorinha também faz parte do nosso grupo, foi eleita na nossa base, assim como o deputado Amélio que ajudei a ser presidente da Assembleia nas duas gestões e ele reconhece isso”, salientou.

“Se Amélio quiser o Senado, o partido vai abraçar”, ressaltou. Foto: Reprodução Folha G

Amélio no Senado

Se ao governo o espaço já está definido, ao Senado o cenário segue condicionado, mas com sinal verde explícito para Amélio Cayres.

Wanderlei chega a dizer para Amélio ser o candidato do Republicanos ao Senado irá depender do projeto que ele tem, ou seja, manter seu projeto de pré-candidatura ao governo, mesmo que por outro partido, ou recuar e se manter no Republicanos. “Se ele tiver um projeto para o Senado, claro, o Republicanos vai abraçar”, assegurou.

A fala de Wanderlei não impõe, mas oferece. Na prática, abre uma avenida política para Amélio dentro da própria estratégia desenhada pelo grupo, preservando sua relevância e evitando choque direto com o compromisso firmado com Dorinha.

“Nosso grupo é forte e estará no mesmo palanque”, acredita. Foto: Reprodução Folha G

Três candidatos ao Senado

No arranjo político imaginado por Wancderlei, Amélio tem caminho aberto ao Senado. Só não ficou claro se seria uma candidatura avulsa do partido, considerando que a chapa da senadora Dorinha já tem dois pré-candidatos ao Senado, o senador Eduardo Gomes (PL) que busca a reeleição e o deputado federal Carlos Gaguim (União Brasil).

Ao ser questionado sobre essa possibilidade de três candidaturas ao Senado, Wanderlei respondeu: ““Essa é uma discussão a ser feita até próximo as convenções, não posso falar sobre ela agora,, mas o que quero é que o Republicanos tenha um candidato também como parte da chapa majoritária”, afirmou.

Força do grupo

Wanderlei também ancorou sua estratégia na musculatura política do Republicanos no Estado. Ao projetar números, ele indica que o partido pretende transformar capilaridade em peso real na eleição:“Quero eleger sete deputados estaduais e três deputados federais.” O cálculo é claro: mesmo fora da disputa ao governo, o partido busca ampliar sua presença institucional e garantir protagonismo na composição do próximo governo.

“Nós temos o maior número de vereadores, temos o maior número de prefeitos, temos o maior número de deputados estaduais, elegemos o maior número de deputados federais e elegemos o governo, então um partido tão representativo quanto o nosso é, não podemos deixar de mostrar a sua força”, elencou.

O sonho de Wanderlei é juntar o grupo no mesmo palanque. “Nosso grupo é importante, nosso grupo é forte, e todos nós estaremos juntos no mesmo palanque, fazendo um governo de compromisso com o Estado.”, reiterou.

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