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Polícia Civil faz operação contra grupo que fingiu ser policial para executar homem em Palmas

Investigação aponta que homicídio foi motivado por disputa entre facções criminosas; quatro suspeitos foram presos

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Homens suspeitos de se passar por policiais para executar um rival dentro de casa foram alvo de uma operação da Polícia Civil na manhã desta terça-feira (26), em Palmas. A ação investiga o assassinato de Fernando Ramos de Jesus Vieira, conhecido como “Careca”, morto a tiros no dia 30 de março, no setor Lago Norte.

A Operação Fronteira Vermelha foi deflagrada pela 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão. Quatro suspeitos foram localizados e presos. Um quinto investigado segue foragido.

Segundo a investigação, o grupo chegou à residência da vítima em duas motocicletas e se apresentou falsamente como policial para conseguir acesso ao imóvel. Enquanto parte dos suspeitos permaneceu do lado de fora da casa, dois homens entraram no quarto onde Fernando estava e efetuaram diversos disparos.

O laudo pericial apontou que a vítima foi atingida por 18 tiros em diferentes partes do corpo e morreu em decorrência de choque hemorrágico. No local do crime, foram recolhidos estojos de munições calibres .380 e .40.

Laudo pericial apontou que a vítima foi atingida por 18 disparos em diferentes regiões do corpo. Foto: João Guilherme Lobasz/Governo do Tocantins

Durante o cumprimento dos mandados, a Polícia Civil também realizou prisões em flagrante. Um dos investigados foi encontrado com arma de fogo e drogas. Outro tentou destruir o aparelho celular no momento da chegada dos policiais e também responderá por embaraço à investigação relacionada à organização criminosa.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o homicídio esteja ligado à disputa entre facções criminosas. Conforme a investigação, a vítima teria ligação com um grupo rival ao dos suspeitos e morava em uma área dominada pela organização criminosa investigada.

Grupo investigado por execução em Palmas utilizou falsa identidade policial para acessar residência da vítima, aponta Polícia Civil. Foto: João Guilherme Lobasz/Governo do Tocantins

As investigações também apontam que o grupo teria se reunido antes do crime em um apartamento localizado em um residencial popular da Capital, onde a execução teria sido planejada. Responsável pelo caso, o delegado Guilherme Coutinho Torres afirmou que o crime foi praticado com planejamento e divisão de tarefas. “Trata-se de uma ação extremamente violenta, praticada com uso indevido da falsa identidade policial para facilitar a execução da vítima”, disse.

De acordo com a Polícia Civil, este é o primeiro homicídio registrado em Palmas relacionado ao conflito entre facções após a entrada em vigor da Lei 15.358/2026, conhecida como “Lei Antifacção”, que endureceu penas para crimes ligados às organizações criminosas. A operação integra o programa Brasil Contra o Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Os presos foram encaminhados para unidades do sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos no caso.

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