A centralização da alimentação escolar adotada pela Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal da Educação, tem garantido regularidade no fornecimento de refeições a cerca de 45 mil estudantes da rede municipal de ensino. O modelo assegura cobertura integral do serviço em todas as unidades educacionais, sem registro de atrasos ou desabastecimento desde a sua implementação.
Atualmente, são distribuídas mais de 90 mil refeições por dia nas 82 unidades educacionais do município, com cardápios padronizados, acompanhamento nutricional e reforço nos critérios de segurança sanitária. A estratégia amplia o controle da política pública de alimentação escolar e contribui para a eficiência operacional do serviço.
Antes da centralização, o fornecimento era realizado de forma descentralizada, o que, segundo dados da gestão municipal, gerava dificuldades de fiscalização, variações na qualidade dos alimentos, risco de desabastecimento e maior sobrecarga administrativa para as unidades escolares. Com o novo formato, houve redução de falhas operacionais, maior previsibilidade orçamentária e fortalecimento da governança do programa.
Além do impacto nutricional direto, a medida modernizou a gestão da alimentação escolar, ampliou a transparência e contribuiu para a diminuição de registros na Ouvidoria do município, além de possibilitar maior controle dos gastos públicos.
A rede municipal atende alunos da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA), em unidades de tempo parcial e integral. Conforme a jornada escolar, são ofertadas refeições como café da manhã, almoço, lanche e jantar. A organização centralizada permite planejamento contínuo, controle nutricional e abastecimento ininterrupto ao longo do ano letivo.
A secretária municipal da Educação, Anice de Souza Moura, destaca que a decisão trouxe ganhos administrativos e pedagógicos. Segundo ela, o modelo permite que as escolas concentrem esforços no processo de ensino-aprendizagem, enquanto a alimentação é garantida de forma planejada e regular.
A importância da política de alimentação escolar também é ressaltada por Bartolomeu Moura, ex-prefeito de Palmeirópolis e ex-presidente da UNDIME (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), reconhecido nacionalmente por sua atuação na defesa da educação como motor de desenvolvimento social e econômico.
“O direito à alimentação saudável, regular e completa dos estudantes da rede pública precisa ser tratado como política essencial, não como ação acessória. É comprovado que criança com fome não aprende. Quando a gestão municipal assume essa responsabilidade com seriedade, demonstra sensibilidade social e compreensão de que educação e alimentação caminham juntas como base do desenvolvimento humano”, afirmou.
Cardápios e critérios nutricionais
Os cardápios da rede municipal são elaborados por nutricionistas, priorizando alimentos in natura e minimamente processados, respeitando as necessidades nutricionais de cada faixa etária, além dos hábitos alimentares e da cultura local. O planejamento segue as diretrizes do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), com foco na promoção de uma alimentação adequada e saudável.
Atualmente, são ofertadas 90.739 refeições diárias, considerando os diferentes formatos de atendimento: uma refeição por turno nas escolas parciais, três refeições nas Escolas de Tempo Integral, duas nos Centros Municipais de Educação Infantil parciais e, no mínimo, quatro refeições nos Cmeis integrais.
A regularidade da alimentação escolar contribui diretamente para o rendimento dos estudantes e para a formação de hábitos alimentares saudáveis, reforçando o papel da merenda como parte estruturante do processo educacional.







