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Polícia Civil cumpre 12 mandados em investigação sobre fraude de R$ 9 milhões contra empresário do setor farmacêutico

Folha do Girassol apurou que um dos investigados é o empresário Juracy Francisco da Silva Souza, proprietário da Medical Líder, em Palmas; Justiça determinou bloqueio de bens e contas bancárias e veículos dos investigados

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A Polícia Civil do Tocantins cumpriu, na manhã desta quarta-feira (24), 12 mandados de busca e apreensão durante a Operação Dolos, que investiga um grupo suspeito de estelionato qualificado, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo a investigação, um empresário do ramo farmacêutico, do Paraná, teria sofrido prejuízo de aproximadamente R$ 9 milhões após investir em uma distribuidora de medicamentos sediada em Palmas. Conforme apurou a Folha do Girassol, um dos investigados é Juracy Francisco da Silva Souza, proprietário da Medical Lider Comércio de Medicamentos e Produtos Hospitalares LTDA, empresa sediada em Palmas, na Quadra Acso 1, plano diretor sul. Ao divulgar a operação, a Polícia Civil informou apenas as iniciais do empresário, J.F.S.S, que foi preso em uma chácara chácara na zona rural de Palmas, portando uma pistola 380.

A operação foi coordenada pela 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (1ª DEIC) e ocorreu simultaneamente no Tocantins, Goiás e Pará. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Regional das Garantias de Palmas.

Na foto enviada pela Polícia Civil a fachada da farmacêutica está desfocada, mas a FolhaG teve acesso a uma foto da fachada do prédio. Foto: Divulgação

Além das buscas, a Justiça autorizou o bloqueio de ativos financeiros, o sequestro de bens móveis e imóveis, a restrição da transferência de veículos e embarcações e a quebra de sigilo de dados telemáticos dos investigados.

Investigação apura suspeitas de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Foto:  Hiago Muniz/Governo do Tocantins

De acordo com a Polícia Civil, o inquérito teve início após um empresário do Paraná relatar que investiu cerca de R$ 9 milhões em uma empresa distribuidora de medicamentos instalada em Palmas.

Segundo a investigação, os recursos seriam utilizados na compra de medicamentos destinados ao cumprimento de contratos públicos nos estados da Bahia e do Acre. A polícia afirma, porém, que os medicamentos não foram adquiridos e que o dinheiro teria sido desviado.

 Operação foi coordenada pela 1ª DEIC e mobilizou equipes em três estados. Foto: Hiago Muniz/Governo do Tocantins

As investigações apontam que o principal investigado utilizava empresas, pessoas interpostas e sucessivas movimentações financeiras para dificultar o rastreamento dos recursos.

Ainda conforme a Polícia Civil, parte do dinheiro teria sido empregada na aquisição de imóveis, veículos de alto padrão, embarcações e outras empresas.

Veículo de luxo foi apreendido durante a operação. Foto: Hiago Muniz/Governo do Tocantins

Apreensões e prisão

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos documentos, medicamentos, veículos, um automóvel importado, jet skis, armas de fogo e outros bens que serão periciados.

Justiça determinou o sequestro de bens de investigados – Foto: Hiago Muniz/Governo do Tocantins

Nas informações oficiais da polícia, um homem identificado pelas iniciais J.F.S.S. foi preso em flagrante em uma chácara na zona rural de Palmas por posse irregular de arma de fogo de uso permitido. Segundo a Polícia Civil, ele estava com uma pistola calibre .380.

Alvo de outra apuração

Segundo a Polícia Civil, J.F.S.S. (Juracy) também figura entre os investigados na Operação Ruach, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura supostas irregularidades na compra de respiradores pela Prefeitura de Gurupi durante a pandemia da Covid-19.

Arma foi apreendida durante buscas em Palmas em poder de J.F.S.S. – Divulgação PCTO

A Polícia Civil informou que o material apreendido será analisado para identificar outros envolvidos e rastrear o destino dos recursos que teriam sido desviados. De acordo com o delegado Wanderson Chavez de Queiroz, responsável pelo inquérito, o nome da operação faz referência ao termo grego “Dolos”, que significa fraude, ardil ou engano deliberado.

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Márcia Alves
Márcia Alveshttps://folhadogirassol.com.br
Jornalista Responsável DRT/57 - Jornalista, especialista em Marketing Político
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