Cinco pessoas que aguardam na fila por um transplante poderão ter a chance de recomeçar a vida graças a um gesto de solidariedade. O Hospital Geral de Palmas (HGP) realizou, nesta terça-feira (28), uma captação múltipla de órgãos após a confirmação da morte encefálica de uma doadora e a autorização da família para a doação.
Foram captados rins, fígado e córneas. Os órgãos e tecidos serão destinados a pacientes compatíveis que aguardam por um transplante, conforme os critérios estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes.
Com o procedimento, o Tocantins chega a oito captações de órgãos realizadas em 2026.
A operação envolveu equipes responsáveis por diferentes etapas do processo, desde a avaliação e manutenção clínica da doadora até a confirmação do diagnóstico de morte encefálica, entrevista com a família, retirada dos órgãos e tecidos e transporte para os centros transplantadores.
Força-tarefa
Para realizar a captação, foi preciso contar com uma equipe transplantadora de Brasília, além de apoio da Força Aérea Brasileira (FAB), profissionais da Central Estadual de Transplantes do Tocantins (CETTO), da Equipe Hospitalar de Doação para Transplante (E-DOT), da Organização de Procura de Órgãos (OPO) e do Banco de Olhos Público do Tocantins (BOTO). Uma verdadeira força-tarefa unida com um único objetivo: salvar e dar esperança a outras vidas.
Também participaram da operação equipes da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/TO), por meio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), da Polícia Militar do Tocantins (PMTO), da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte Público, do Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (Lacen/TO) e do Hemocentro.
A atuação integrada das equipes permitiu que os órgãos fossem retirados, preservados e transportados dentro dos protocolos necessários para que possam chegar aos pacientes que aguardam pelo transplante.

Como funciona a doação
A doação de órgãos só pode ocorrer após a confirmação da morte encefálica, situação em que há perda completa e irreversível das funções cerebrais, conforme critérios estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina.
No Brasil, a retirada de órgãos e tecidos para transplante depende da autorização da família. Por isso, conversar com os familiares sobre o desejo de ser doador é uma das formas de garantir que essa vontade seja conhecida no momento em que uma decisão precisar ser tomada.
Depois da autorização, os órgãos e tecidos são destinados aos pacientes de acordo com critérios técnicos do Sistema Nacional de Transplantes. A distribuição considera fatores como compatibilidade entre doador e receptor, gravidade clínica e a ordem da lista única de espera.
Por trás de cada captação existe uma história que não termina com a perda de uma vida. Para quem espera por um transplante, a doação pode significar a possibilidade de voltar a viver com mais autonomia, retomar planos e reconstruir o futuro.







