Um saque realizado pela deputada estadual Janad Valcari (PP) em sua própria conta bancária motivou uma abordagem de agentes da Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (29), em Palmas. A movimentação ocorreu em uma agência do Banco do Brasil, na avenida Teotônio Segurado, próximo à Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) e resultou na condução da parlamentar para averiguações. Janad estaria acompanhada de uma assessora que também foi conduzida pelos policiais.
O episódio ganhou repercussão imediata nos meios políticos e nas redes sociais, dando margem a especulações sobre uma eventual prisão. A versão foi prontamente descartada pela assessoria da deputada, que esclareceu tratar-se exclusivamente de um procedimento de verificação relacionado à movimentação financeira.
De acordo com nota oficial divulgada pela equipe de comunicação da deputada, os valores retirados pertencem à conta pessoal de Janad e possuem origem lícita, compatível com seus rendimentos e patrimônio declarado. A assessoria sustenta que a parlamentar colaborou de forma integral com as autoridades e apresentou documentação que comprova a origem lícita dos valores. A nota também reforça que não há qualquer indício de irregularidade e que todos os procedimentos foram conduzidos dentro da legalidade.
O presidente do diretório estadual do Progressistas e marido de Janad, Ordiley Valcari, reforçou com exclusividade à Folha do Girassol que o dinheiro foi sacado da conta pessoal, compatível com os rendimentos da parlamentar, e que os saques são todos feitos com previsão bancária antecipada.

Registro do instante em que Janad Valcari é encaminhada para prestar esclarecimentos sobre movimentação financeira. Foto: Divulgação
A equipe de Janad ressaltou ainda que a parlamentar recebeu a abordagem com tranquilidade e mantém postura de respeito às instituições, reafirmando confiança de que os esclarecimentos prestados serão devidamente registrados.
Aliados da deputada apontam que a repercussão do caso foi ampliada por narrativas políticas em um contexto de pré-campanha eleitoral. “Um episódio normal na vida de uma pessoa pública, acaba se tornando algo que precisa ser averiguado”, disse um aliado.
A assessoria destacou que episódios envolvendo figuras públicas tendem a ganhar maior visibilidade em cenários eleitorais, o que pode abrir espaço para interpretações distorcidas. Ainda assim, reiterou que a deputada segue serena diante da situação e comprometida com a transparência de seus atos.
A Polícia Federal ainda não se pronunciou sobre o caso. Vários profissionais de imprensa aguardam na porta da Superintendência Regional da PF, à espera de informações oficiais. Procurada pela Folha do Girassol, a assessoria de imprensa da Polícia Federal informou que ainda não está autorizada a se pronunciar e não recebeu detalhes do caso.
Caso parecido
Operações da Polícia Federal no Tocantins envolvendo agentes políticos são comuns no período eleitoral. Em outubro de 2024, a PF cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do então candidato à reeleição prefeito Clayton Paulo, em Nazaré, diante de suspeitas de movimentação financeira atípica às vésperas da eleição. O gestor afirmou, na ocasião, que colaborou com as autoridades e estava à disposição para esclarecimentos. No caso citado, a PF não encontrou nenhuma irregularidade.







