A repercussão da investigação que envolve o empresário Adair Antônio de Freitas Meira levou o vice-governador e pré-candidato ao governo, Laurez Moreira (PSD), a cobrar explicações do governo estadual sobre a relação com a entidade responsável pela execução do Programa Jovem Trabalhador, a A Renapsi. A manifestação foi feita por meio de nota divulgada nesta segunda-feira (4), após o caso ganhar dimensão nacional e passar a repercutir também no cenário político local. Adair Meira, foi citado e preso em investigação da Polícia Civil de São Paulo sobre lavagem de dinheiro associada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) na última segunda-feira (27).
No posicionamento, Laurez afirma que a gravidade das suspeitas exige apuração aprofundada e destaca a necessidade de esclarecimentos públicos sobre contratos mantidos pelo estado. O empresário é investigado pela Polícia Civil de São Paulo por suspeita de lavagem de dinheiro, em um inquérito que aponta a utilização de empresas e entidades para movimentação de recursos considerados suspeitos, com conexões ainda sob análise.
A fala do vice-governador também resgata decisões adotadas durante o período em que esteve à frente do executivo, entre setembro e dezembro de 2025. Naquele momento, a gestão interina suspendeu o programa executado por entidades ligadas ao empresário após auditoria identificar inconsistências, entre elas registros de frequência sem comprovação que somariam impacto estimado em R$ 25,7 milhões ao longo do contrato.
Na nota, Laurez afirma que optou por alterar o modelo de execução do programa, substituindo a atuação das entidades por parcerias com o Sistema S. Ele menciona, contudo, que a condução foi modificada após o retorno do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) ao cargo, com a continuidade do programa nos moldes anteriores, o que, segundo ele, demanda explicações diante dos apontamentos já realizados.
“O suposto envolvimento de gente ligada ao crime organizado com o Governo do Tocantins precisa ser investigado a fundo”, afirmou o vice-governador ao comentar o caso. A declaração ocorre em um momento em que a investigação ainda não trata diretamente dos contratos firmados no Tocantins, mas o fato ocorrido em São Paulo amplia o alcance das suspeitas sobre a atuação do empresário em outros estados.
Até o momento, o governo estadual não apresentou posicionamento específico sobre os pontos levantados na nota. O caso segue em apuração nos órgãos competentes, enquanto a execução do programa permanece sob acompanhamento, após os questionamentos levantados em auditoria e a repercussão das investigações em curso.







