Após averiguação, Janad afirma que saque de R$ 500 mil saiu de conta pessoal e atribui episódio a disputa política: “Sacar agora é proibido?”, questiona

Deputada diz que apresentou extratos à Polícia Federal, reforça origem lícita dos recursos e sustenta que movimentação estava previamente comunicada ao banco

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Logo após prestar esclarecimentos à Polícia Federal, nesta quarta-feira (29), a deputada estadual Janad Valcari (PP) se pronunciou sobre o saque de R$ 500 mil realizado em sua conta pessoal em uma agência do Banco do Brasil, em Palmas. Janad Valcari adotou um tom contundente ao defender a legalidade da movimentação financeira e rebater as interpretações surgidas após a condução para averiguação.

Em declaração à imprensa, a parlamentar reiterou que o valor retirado saiu de sua conta pessoal, com agendamento prévio junto ao banco, dentro das exigências aplicadas para operações acima de R$ 50 mil. “Eu saquei o dinheiro da minha conta pessoal. Fiz como qualquer cidadão faz, provisionei no sistema, programei e fui ao banco sacar. O dinheiro é meu e posso fazer dele o que eu quiser”, afirmou. “Saquei o meu dinheiro na minha conta pessoal. E sacar agora no Brasil é proibido?”, questionou.

Segundo Janad, os recursos têm origem comprovada e são compatíveis com sua trajetória empresarial. Ela destacou que o montante seria destinado ao custeio de compromissos privados, incluindo folha de pagamento, contratos empresariais e investimentos em obras. “Todo mundo sabe que eu sou empresária. Estou reformando meu prédio, construindo na minha chácara, pagando funcionários. Obra não é barata”, declarou.

A deputada reforçou ainda que apresentou extratos e documentos às autoridades para comprovar a procedência do dinheiro. “Mostrei meus extratos. Aqui eu não tenho nada a esconder. Tenho mais dinheiro na minha conta pessoal e nas contas das minhas empresas, é meu”, disse.

Ao justificar a origem dos rendimentos, Janad citou a performance financeira de seus negócios e afirmou que sua entrada na política não alterou sua condição patrimonial. “Minhas empresas rendem mais de dois milhões por trimestre. Eu não entrei na política para fazer dinheiro. Quando entrei, eu já era empresária”, ressaltou.

Após procedimento de averiguação, Janad adota tom firme ao defender transparência na operação bancária. Foto: Print de vídeo

Pré-candidata à Câmara Federal, Janad afirmou acreditar que o episódio pode ter relação com o ambiente eleitoral. “Acredito que pode ser, sim, uma perseguição política. Tem dedo de gente ruim aí”, declarou ao ser indagada se acreditava nessa possibilidade.

A deputada insistiu que a operação bancária foi legal e transparente. Ao final da declaração, Janad mandou um recado a apoiadores e críticos. “As pessoas conhecem meu trabalho, sabem que eu acordo cedo e durmo tarde. O dinheiro é meu, fruto de trabalho digno e honesto. Não devo ninguém e continuo cumprindo meu papel”, afirmou.

Entenda o caso

Janad foi abordada por policiais federais na manhã desta quarta (29), após um saque na agência do Banco do Brasil da avenida Teotônio Segurado, localizada ao lado da Aleto. A parlamentar foi conduzida à PF para prestar esclarecimentos. A assessoria de imprensa da parlamentar já havia antecipado que a movimentação bancária era comum e havia sido previamente provisionada no banco.

Leia a reportagem publicada pela Folha do Girassol:

https://folhadogirassol.com.br/2026/04/29/saque-em-conta-pessoal-de-janad-valcari-leva-a-averiguacao-ordiley-reforca-origem-licita-dos-recursos/

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