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Apontada como peça-chave em contrato das UPAs de Palmas, Cláudia Fernanda é procurada pela polícia e considerada foragida da Justiça

Cláudia Fernanda Cândido da Silva teve prisão preventiva decretada na Operação Falsa Emergência, mas não foi localizada durante diligências realizadas nesta quarta-feira; Prefeitura informa que atendimentos nas UPAs segue normalmente

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A Polícia Civil do Tocantins procura por Cláudia Fernanda Cândido da Silva, alvo de mandado de prisão preventiva expedido no âmbito da Operação Falsa Emergência. Segundo as investigações, ela é apontada como uma das principais articuladoras dos interesses da organização social Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, contratada para administrar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas.

O mandado foi expedido pela 1ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Palmas e cumprido nesta terça-feira (10) durante nova fase das investigações conduzidas pela Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (DECOR). No entanto, Cláudia não foi localizada durante as diligências e passou a ser considerada foragida da Justiça.

De acordo com a Polícia Civil, a investigada teria atuado diretamente na articulação dos interesses da organização social envolvida no contrato firmado com o município para a gestão das unidades de saúde da capital. Ela é apontada pelos investigadores como uma das principais operadoras do suposto esquema investigado.

As investigações tiveram origem na Operação Falsa Emergência, deflagrada em 21 de maio para apurar possíveis irregularidades no processo que culminou na celebração da parceria entre a Prefeitura de Palmas e a entidade responsável pela administração das UPAs.

Segundo a DECOR, novos elementos reunidos após a operação indicariam, em tese, tentativas de ocultação de provas, interferência na produção de evidências e alinhamento de versões entre investigados, circunstâncias que motivaram o pedido de prisão preventiva.

A Polícia Civil pede que informações sobre o paradeiro de Cláudia Fernanda Cândido da Silva sejam repassadas pelos telefones (63) 3901-7202 ou (63) 3901-7203. O sigilo do denunciante é garantido.

O contrato firmado para a administração das UPAs é estimado em aproximadamente R$ 139 milhões. A investigação apura supostos crimes contra a administração pública, falsidade documental, associação criminosa e lavagem de capitais. Os fatos seguem sob apuração e os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.

Outras prisões

Além do mandado expedido contra Cláudia Fernanda, a Polícia Civil cumpriu outras duas prisões preventivas na manhã desta quarta-feira, conforme já divulgado pela Folha do Girassol. Foram presos a secretária municipal de saúde, Dhieine Caminski e o superintentente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa. Dhieine foi conduzida à sede da Decor, e foi ouvida em depoimento.

O que diz a Prefeitura

A Prefeitura de Palmas, por meio da Procuradoria Geral do Município, informou que acompanha a operação e aguarda o acesso às informações oficiais dos autos para se manifestar. A nota informa ainda que a secretária de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski,  e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, foram autorizados pela Justiça para serem conduzidos para o Batalhão do Comando Geral da Polícia Militar até audiência de custódia.

Por fim a Prefeitura, informa que as ações da Secretaria de Saúde seguem normalmente, sem prejuízos à população, inclusive no atendimento das Unidades de Pronto Atendimento Sul e Norte.

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Márcia Alves
Márcia Alveshttps://folhadogirassol.com.br
Jornalista Responsável DRT/57 - Jornalista, especialista em Marketing Político
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